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Grau de investimento no próximo mandato é "realista", diz Kawall

O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, reafirmou nesta quarta-feira que acredita na possibilidade de o Brasil atingir o grau de investimento no próximo mandato presidencial. "É realista supor que, no próximo mandato, tenhamos as condições de chegar lá", disse Kawall, ressaltando a importância da redução da dívida externa como principal ação para atingir esse objetivo.Kawall lembrou que o natural é que as nações atinjam o investment grade da sua dívida soberana para que, a partir daí, as empresas do País passem também a ser avaliadas como grau de investimento.Entretanto, no Brasil, a situação é invertida, o que, para o secretário, só reforça a necessidade de fortalecimento do setor externo brasileiro. "O fato de nós termos esta situação invertida mostra como precisamos continuar avançando no setor externo", disse Kawall, ressaltando que a realização de reformas estruturais são importantes, mas que, "o que é importante, no limite, é como isso se traduz na sua capacidade de pagamento em moeda estrangeira."Para Kawall, a Rússia é um caso que exemplifica perfeitamente como a melhoria do setor externo é o caminho mais rápido para se atingir o investment grade. "Isso explica como a Rússia evoluiu tão rapidamente de uma situação de default para investment grade: porque simplesmente acabou com a sua dívida externa e tem reservas de mais de US$ 200 bilhões", afirmou, durante café da manhã com economistas oferecido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), na capital paulista. Kawall advertiu, no entanto, que a chegada ao investment grade, por si só, não resolverá os problemas do Brasil, pois , para ele, esta é apenas uma etapa no fortalecimento do País frente a outras economias. "Chegar ao investment grade não é o paraíso. É quase que dever de ofício dizer que hoje a maior parte dos emergentes com os quais (o Brasil) compete já são investment grade", disse. "Hoje, para nós, chegar ao investment grade é chegar no mínimo, não no máximo", destacou.Superávit primárioApesar de discordar das apreensões do mercado sobre a situação da política fiscal em 2007, Kawall, admitiu que há riscos. "Nenhum risco é zero, para nada", afirmou, ponderando, no entanto, que o Brasil já enfrentou riscos maiores no passado, principalmente em função da vulnerabilidade do País a choques externos. Segundo ele, se dissesse que o País não corre nenhum risco estaria simplificando a execução da política fiscal, que não é fácil e exige sacrifícios. O secretário destacou que há um compromisso consolidado - mesmo entre os candidatos à Presidência - em relação à meta do superávit primário forte.Ao ser indagado sobre a viabilidade de adoção de uma meta de superávit nominal, Kawall respondeu que não há essa discussão no governo neste momento. Ele afirmou que é difícil imaginar que se possa zerar o déficit nominal no curto prazo. Mas admitiu que o foco no déficit nominal deve crescer ao longo do tempo.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 12h55

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