Grécia ajuda Bolsas da Ásia, mas China preocupa

Otimismo com a possibilidade de solução da crise da dívida grega acabou ofuscado pela expectativa de aumento da taxa de juros chinesa; não houve negociações na Indonésia por ser feriado

Hélio Barboza, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado,

29 de junho de 2011 | 07h47

A maioria dos mercados da Ásia fechou em alta. O otimismo com a possibilidade de solução da crise da dívida na Grécia acabou ofuscado pela expectativa de aumento da taxa de juros na China. Não houve negociações na Indonésia por ser feriado.

A Bolsa de Tóquio estendeu seus ganhos para fechar com o índice Nikkei 225 no nível mais alto desde 11 de maio. O crescente otimismo quanto à possibilidade de a Grécia sobreviver à crise de endividamento sustentou as ações das exportadoras líderes, como Canon e Honda. O índice subiu 148,28 pontos, ou 1,5%, e fechou aos 9.797,26 pontos.

O sentimento do mercado em Tóquio foi positivo desde a abertura, apoiado pelo enfraquecimento do iene diante do euro e do dólar enquanto os investidores aguardavam a votação do Parlamento grego sobre as medidas de austeridade cruciais para o país evitar um default.

Dados domésticos divulgados antes da abertura mostraram que a produção industrial do Japão em maio apresentou o segundo maior crescimento da história, continuando o processo de recuperação que se seguiu ao terremoto de 11 de março.

A Bolsa de Hong Kong apresentou um pregão estável pelo segundo dia consecutivo. O índice Hang Seng encerrou aos 22.061,18 pontos.

As Bolsas da China fecharam em queda, com as preocupações sobre a adoção de novas medidas de aperto monetário por parte de Pequim. O índice Xangai Composto perdeu 1,1% e terminou aos 2.728,48 pontos, após acumular ganhos de 5,3% nos últimos seis pregões. O índice Shenzhen Composto também perdeu 1,1% e encerrou aos 1.139,86 pontos.

O yuan se valorizou em relação ao dólar, após o Banco Central chinês reduzir a taxa de paridade central dólar-yuan (de 6,4723 yuans para 6,4718 yuans), novamente refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana nos mercados globais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4635 yuans, de 6,4704 yuans ontem - a moeda chinesa se valorizou 5,6% em relação à unidade dos EUA desde junho de 2010.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em alta, quebrando uma sequência de quatro dias com perdas. O índice Taiwan Weighted avançou 1,11% e terminou aos 8.573,38 pontos.

O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, avançou 1,5% e fechou aos 2.094,42 pontos, seguindo os demais mercados da região.

Na Austrália, as ações do setor de energia lideraram a alta da Bolsa de Sydney, onde o índice S&P/ASX 200 teve elevação de 1,2% e fechou aos 4.529,2 pontos. A recuperação dos preços do petróleo, além do otimismo com a Grécia, puxou o desempenho do mercado australiano.

A Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou o dia em baixa. O índice PSE recuou 0,91% e terminou aos 4.250,74 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve forte alta, seguindo firme encerramento em Wall Street e com as crescentes expectativas de que as autoridades na Grécia encontrarão solução para a crise da dívida no país. O índice Straits Times subiu 0,9% e fechou aos 3.079,74 pontos.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, avançou 2,0% e fechou aos 1.033,26 pontos, maior porcentual de ganho desde o início de maio, ajudado pelas altas na maioria dos demais mercados regionais e com compras para recomposição de carteiras.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve alta de 0,3% e fechou aos 1.575,01 pontos, também favorecida por expectativas de desfecho para a crise da dívida soberana grega. As informações são da Dow Jones.

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