Grécia aprova afastamento de 30 mil funcionários públicos

Trabalhadores receberão 75% dos salários até que sejam transferidos para outras posições na administração pública ou, se não encontrarem, serão demitidos

Renato Martins, da Agência Estado,

17 de julho de 2013 | 19h48

ATENAS - O Parlamento da Grécia aprovou na noite desta quarta-feira um projeto de lei que afasta do serviço ativo quase 30 mil funcionários públicos e os coloca em uma "reserva especial de força de trabalho". A decisão foi tomada em meio a uma série de greves e manifestações de protesto contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo.

Sob pressão do FMI e da União Europeia, que deram à Grécia um pacote de ajuda financeira de 173 bilhões de euros, o país concordou em colocar 4.250 servidores públicos na "reserva" até o fim de julho, como condição para receber uma parcela de 2,5 bilhões de euros nas próximas semanas. Outros 12.500 mil servidores deverão ser afastados até o fim de setembro e mais 12.500 até o fim do ano.

Estando na reserva, os trabalhadores receberão apenas 75% de seus salários até que sejam transferidos para outras posições no serviço ativo; aqueles que não encontrarem uma nova posição no serviço público no prazo de oito meses serão demitidos.

Dos 300 deputados que compõem o Parlamento grego, 153 votaram a favor do projeto, 140 votaram contra e sete se abstiveram.

"Nossa missão não será fácil. Há muitas reações contrárias às reformas no setor público, e há muita tensão, Mas estou certo de que a maioria silenciosa dos cidadãos espera que o governo alcance sua meta", disse o ministro da Reforma Administrativa, Kyriakos Mitsotakis.

O projeto aprovado também modifica o código tributário grego, ao adotar impostos adicionais sobre propriedades como carros e residências com piscinas. Horas antes da votação, realizada com milhares de manifestantes protestando diante da sede do Parlamento, o primeiro-ministro Antonis Samaras anunciou que o imposto sobre valor adicional cobrado em restaurantes será reduzido para 13%, de 23%, a partir de agosto. Ele disse que a medida deverá ajudar a combater a evasão fiscal, mas, caso ela persista, o IVA voltará a ser elevado para 23%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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