Grécia busca crédito para cobrir necessidades até 2014, diz fonte

Primeiro-ministro grego, George Papandreou, pediu a colegas da UE para apoiarem novo pacote de socorro ao país 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

23 de junho de 2011 | 20h05

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, pediu a seus colegas da União Europeia para apoiarem um novo pacote de socorro para que o país cubra as suas necessidades de financiamento até o final de 2014, afirmou uma fonte do governo grego.

A fonte disse que ele espera que o pacote seja aprovado, mas "sob condições rigorosas de que o governo implemente o novo pacote de austeridade 28,4 bilhões de euros".

Os chefes de Estado da União Europeia pediram o apoio dos partidos gregos para as medidas de austeridade na Grécia, dizendo que ele é necessário para que o país consiga superar a crise.

"O Conselho Europeu pede para que todos os partidos na Grécia apoiem os principais objetivos e medidas políticas do programa para assegurar uma implementação rigorosa e rápida", afirmaram os chefes de Estado depois de uma reunião em Bruxelas.

O parlamento da Grécia deverá votar o pacote de austeridade na próxima terça-feira, com uma votação sobre a implementação. Outra votação, relacionada ao plano de privatização de ? 50 bilhões, está prevista para 30 de junho.

O líder da oposição grega Antonis Samaras reiterou hoje cedo sua oposição ao plano de austeridade, afirmando que esforços para devolver o país ao crescimento são necessários.

"Tendo em vista a extensão, a magnitude e natureza das reformas necessárias na Grécia, a unidade nacional é um pré-requisito para o sucesso", destacaram os líderes da UE num comunicado.

Os chefes de Estado da Europa disseram também que o pacote abrangente de reformas deve ser finalizado nos próximos dias como uma questão de urgência e que a Grécia deve implementar as reformas "com determinação".

O Conselho Europeu afirmou que saúda as iniciativas para que os recursos da UE sejam usados para estimular o crescimento e o emprego na Grécia.

Os líderes endossaram ainda o acordo dos ministros das Finanças europeus fechado no início desta semana de que o financiamento adicional para a Grécia virá de fontes públicas e privadas, incluindo a busca do envolvimento voluntário de credores privados. As informações são da Dow Jones.

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