Grécia conversa com credores; promete cortar empregos

A Grécia prometeu mais cortes em seu setor público nesta terça-feira e teve a segunda teleconferência em dois dias com instituições internacionais de empréstimos, as quais precisa convencer a ampliarem os financiamentos para evitar que os cofres públicos do país fiquem vazios até o próximo mês.

RENEE MALTEZOU E LEFTERIS PA, REUTERS

20 de setembro de 2011 | 17h36

A irritação dos cidadãos gregos com as medidas de austeridade se assemelha à de credores do norte da Europa, principalmente Alemanha, Finlândia e Holanda, que têm assumindo uma postura mais dura para liberarem mais dinheiro.

A União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão aumentando a pressão para que Atenas cumpra as promessas de reduzir seu déficit, mesmo com a economia caminhando para o quarto ano de recessão.

O FMI tem dito a Atenas que corte o número de funcionários públicos e a folha de pagamento, acabe com entidades estatais ineficientes, combata a evasão fiscal e venda bilhões de euros em ativos estatais para cobrir o déficit orçamentário.

O governo vem introduzindo dolorosos aumentos de impostos sobre salários e propriedades e também cortes nos pagamentos do setor público e de pensões, mas tem evitado demitir mais funcionários do governo, um componente chave do eleitorado do partido Socialista, que comanda o país.

O segundo porta-voz do governo, Angelos Tolkas, disse à rádio NET: "Nossa meta primária é reduzir o Estado. O Orçamento do Estado grego parou de pagar salários para cerca de 200 mil funcionários nos últimos dois anos. E vamos continuar".

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