Shawn Thew/EFE
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Grécia cumpre metas orçamentárias do primeiro trimestre

Governo reduziu gastos e aumentou as receitas como defendido pelos credores internacionais, mas FMI manda recado sobre cumprimento dos pagamentos

O Estado de S. Paulo

16 Abril 2015 | 13h33

A Grécia bateu as metas orçamentárias defendidas pelos credores internacionais nos três primeiros meses do ano devido às reduções de gastos e receitas mais elevadas do que o esperado em março, de acordo com dados divulgados pelo Ministério das Finanças nesta quinta-feira.

Segundo o comunicado, o superávit primário do governo central, que não leva em conta o pagamento de juros, subiu para 1,74 bilhão de euros no primeiro trimestre, acima do estimado pelos credores internacionais, que tinham como alvo 119 milhões de euros, e do valor registrado no mesmo período do ano passado, quando atingiu 1,54 bilhão de euros.

A receita nos três primeiros meses de 2015 totalizaram 12 bilhões de euros, pouco acima da meta, de 11,9 bilhões de euros. Após sofrer uma queda da receita em janeiro e fevereiro por causa da receita fiscal mais baixa, o mês de março contribuiu para o bom desempenho, totalizando 4,2 bilhões de euros, superando a meta de 3,2 bilhões de euros, disse o ministro das Finanças, Dimitris Mardas.


Os gastos também seguem controlados, com as despesas do governo somando 12,5 bilhões de euros, menos que o valor de 14 bilhões de euros estipulado como meta pelos credores internacionais.

O orçamento do Estado leva em conta apenas as operações do governo central da Grécia e não inclui contas das administrações públicas, que compõem o governo local e uma parcela dos gastos militares, bem como os dados de algumas empresas estatais e fundos de pensão.

Alerta. Em meio a preocupações de que a Grécia pode dar um calote em seus credores, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que tem alertado o ministro de Finanças da Grécia, Yannis Varoufakis, contra adiar os pagamentos devidos ao fundo.

"Isso claramente não é um trajeto de ação que cairia bem ou seria recomendado", disse Lagarde em entrevista à imprensa ao ser perguntada se Atenas vem tentando adiar suas obrigações de dívida em meio a uma crise de caixa. "Meu conselho é seguir adiante com o trabalho" de consertar a economia grega, afirmou Lagarde.

Hoje Vroufakis se reunirá em Washington com outras autoridades para conversar sobre financiamentos emergenciais para a Grécia. Lagarde disse que há três décadas o conselho do FMI não aprova um adiamento de pagamentos e que nenhuma economia avançada já pediu oficialmente tal flexibilidade. (Com informações da Dow Jones)

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