Grécia descarta controle de capitais

Porta-voz grego descarta possibilidade após parlamentar da oposição ter dito que medida seria adotada

ASSOCIATED PRESS

25 Maio 2015 | 10h36

 O porta-voz do governo da Grécia, Gabriel Sakellaridis, disse nesta segunda-feira que não haverá restrição ao acesso a contas bancárias e a livre circulação de capitais no país caso não haja nenhum avanço nas negociações com credores internacionais. "Essa possibilidade simplesmente não existe", afirmou.

Sua declaração foi dada depois de um parlamentar da oposição ter dito que o controle de capital poderia ser imposto no próximo fim de semana ou um pouco depois disso caso o governo dê calote na dívida que precisa pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) até o fim de junho. 

No domingo, ministro do Interior grego Nikos Voutsis, havia dito que o país não conseguirá pagar dívidas ao FMI no mês que vem a menos que chegue a um acordo com credores, nos comentários mais explícitos de Atenas até o momento sobre a probabilidade de um calote.

 

De fora dos mercados de bônus e com a possibilidade de um resgate travada, Atenas tem revirado os cofres estatais para honrar dívidas e pagar salários e aposentadorias.

Após quatro meses de negociações com parceiros da zona do euro e com o FMI, o governo de esquerda ainda está lutando por um acordo que pode liberar até  7,2 bilhões de euros em ajuda remanescente para evitar a insolvência. “As quatro parcelas para o FMI em junho são de 1,6 bilhão de euros. Esse dinheiro não será dado e não está lá para ser dado”, disse o ministro do Interior, Nikos Voutsis ao programa de fim de semana da Mega TV.

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