Grécia discutirá novo pacote de medidas com delegação da UE e FMI

Plano prevê até US$ 3,4 bilhões para reduzir o déficit orçamentário do país

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 09h36

A Grécia terá uma semana crucial pela frente. O país vai receber uma delegação da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para discutir novas medidas de austeridade para solucionar seu grande déficit orçamentário. A chegada da delegação coincide com planos do governo para testar o mercado com uma segunda emissão de bônus neste ano e com preparativos de sindicatos do país para iniciar uma greve na quarta-feira.

 

O governo vai se reunir com representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI para debater uma nova série de medidas no valor de 2,5 bilhões de euros (US$ 3,4 bilhões) para reduzir seu déficit. A Comissão Europeia reforçou a pressão sobre a Grécia nesta segunda-feira, 22, ao dizer que recebeu apenas respostas parciais do governo grego sobre uma série de acordos que podem ter sido usados para mascarar a dívida do país.

 

A Comissão deu à Grécia um prazo até o dia 19 de fevereiro para revelar detalhes dos acordos. O pedido seguiu-se a relatos de que o banco norte-americano Goldman Sachs ajudou o país a ocultar seus níveis de dívida por meio de uma série de acordos de derivativos complexos. "Nós recebemos algumas informações, mas não todas as relevantes", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia para questões econômicas, Amadeu Altafaj.

 

Segundo uma fonte, o novo pacote de medidas da Grécia será anunciado antes da reunião de ministros de Finanças europeus marcada para 16 de março. "A Grécia vai fazer a sua parte. Agora é a vez dos parceiros europeus mostrarem solidariedade", acrescentou a fonte.

 

O novo pacote provavelmente será relacionado aos planos do governo grego de levantar entre 3 bilhões de euros e 5 bilhões de euros por meio de uma emissão de bônus de 10 anos, a segunda do ano, que pode ser realizada já nesta semana. De acordo com uma fonte, uma possível ideia é a de que membros da União Europeia possam cobrir uma eventual falta de interesse do mercado na emissão.

 

Também estão em discussão um aumento do atual imposto sobre valor agregado de 19%, novos cortes nos bônus dos servidores públicos, maiores tarifas sobre produtos de luxo e mais elevações nos impostos sobre combustíveis. As informações são da Dow Jones.  

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