Grécia diz que cumprirá metas e não prevê emitir bônus

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, disse que seu país está em via de cumprir a meta de cortes de gastos para este ano e não tem plano de emitir bônus globais em breve. Segundo Papandreou, a Grécia está fazendo "grandes reformas estruturais".

RENATO MARTINS, Agencia Estado

20 de setembro de 2010 | 16h54

Durante entrevista na sede da Bolsa de Nova York, o primeiro-ministro também disse que o governo da Grécia poderá emitir "bônus da diáspora", para investidores gregos residentes no exterior, como Índia e Israel já fizeram no passado.

Em maio, a Grécia concordou em reduzir seu déficit orçamentário em 12 bilhões de euros, ou 40%, além de elevar impostos indiretos, reduzir os gastos públicos e cortar salários e pensões do setor público, em troca de um pacote de ajuda de 110 bilhões de euros do FMI e da União Europeia. Papandreou disse que o país está "assumindo a dor da reforma" e "fazendo progressos reais".

O primeiro-ministro disse ainda que o governo grego está focalizando políticas voltadas para o crescimento, que incluem a adoção de legislação favorável às empresas e medidas para apressar a entrada de grandes investimentos. "A Grécia tem sido subvalorizada", afirmou Papandreou, que citou interesse por parte dos Emirados Árabes Unidos, da Rússia e da China em oportunidades para investir em seu país.

Papandreou também disse que seu governo vai criar 250 mil empregos no setor de energia "limpa" e destacou o potencial da Grécia para o desenvolvimento de energia eólica. As informações são da Dow Jones.

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