Grécia enfrenta votação de austeridade e mais greves

Manifestantes marchavam para o Parlamento da Grécia nesta quinta-feira, aumentando a perspectiva de mais violência durante greves contra as medidas de austeridade que o país está prestes a aprovar para tentar evitar uma moratória de dívida.

RENEE MALTEZOU E INGRID MELANDER, REUTERS

20 de outubro de 2011 | 07h38

Os deputados devem dar a aprovação definitiva para o plano de aperto exigido pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), após uma primeira leitura na quarta-feira, quando manifestantes atiraram bombas de gasolina na polícia e pedaços de mármore.

Mas pelo menos dois deputados do partido governista disseram que podem votar contra uma das disposições do projeto de lei, ameaçando enfraquecer a estreita maioria do governo.

No começo desta quinta-feira, Sofia Giannaka, uma potencial deputada dissidente, indicou que provavelmente votará a favor da norma, que suspende alguns acordos salariais coletivos, mas acrescentou que não aceitaria qualquer corte mais importante.

"Não haverá próxima vez", disse ela a uma rádio grega.

O primeiro-ministro, George Papandreou, fez um apelo por apoio antes da cúpula da União Europeia no domingo, onde líderes devem definir os contornos de um novo plano de resgate destinado a evitar a falência da Grécia e impedir que a crise se espalhe para outros países da zona euro.

Analistas esperam que os protestos continuem, com os gregos cada vez mais irritados com as medidas que acreditam ferir os mais pobres, enquanto sonegadores de impostos e políticos corruptos não são afetados.

"As pessoas enviaram uma mensagem, na quarta-feira, de que chegaram a seus limites e não podem aguentar mais nenhuma austeridade", disse Theodore Couloumbis, do instituto econômico ELIAMEP.

"Mas este tipo de protesto não pode derrubar o governo", disse ele. "Eu não vejo isso acontecendo agora."

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