Petros Giannakouris/AP
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Grécia fará referendo sobre acordo com credores internacionais

Horas antes de mais uma reunião com autoridades europeias, o primeiro-ministro grego fez o anúncio em cadeia nacional de televisão

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2015 | 20h28

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou a convocação de um referendo sobre o acordo de resgate proposto pelos credores internacionais. “O povo vai decidir, sem chantagens. O referendo será realizado no dia 5 de julho”, declarou Tsipras em cadeia de televisão.

A convocação do referendo foi feita horas antes de uma última reunião entre as autoridades gregas com os ministros de Finanças da zona do euro neste sábado, 27, em Bruxelas, para evitar um eventual calote da Grécia ao Fundo Monetário Internacional (FM), dia 30.

Tsipras assegurou que respeitará qualquer que seja a vontade do povo e acrescentou que enviaria na manhã de sábado uma carta às instituições europeias solicitando o adiamento “por alguns” para efetuar o pagamento que vence na terça-feira, para que a população possa “decidir sem pressão”. “Quero que respondam a essa questão com orgulho e responsabilidade”, disse o primeiro-ministro grego dizendo qee a Grécia precisa enviar uma mensagem de democracia para a Europa. 

Logo após o pronunciamento de Tsipras, o ministro grego do Desenvolvimento, Panayotis Lafazanis, pediu à nação que não aceite o acordo do país com os credores internacionais. “Os gregos responderão com um sonoro ‘não’ na votação.”

Urgência. Mais cedo, Tsipras havia convocado uma reunião de Gabinete urgente, após os parceiros da zona do euro advertirem Atenas que o país tinha até o fim de semana para aceitar uma proposta de recursos em troca de reformas ou caminhar para o calote. Apesar da retórica nervosa e acusações de “chantagem”, as negociações continuaram em Bruxelas na busca por um compromisso de última hora para manter a Grécia na zona do euro e evitar descarrilamento político, caos econômico e ruptura do mercado financeiro.

O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, expressou frustração com a posição adotada pelos credores, os quais ele acusou de endurecerem suas demandas a cada vez que a Grécia fazia uma concessão, mas disse que as diferenças ainda poderiam ser reduzidas.

Varoudakis disse que não havia base para o aumento da especulação em Atenas de que Tsipras poderia antecipar as eleições se um acordo não for fechado. “Não há motivo para um referendo ou eleições, ou um fracasso nas negociações. O senso comum demanda um acordo”, teria dito ele à Antenna TV, da Grécia, antes de Tsipras fazer o anúncio do referendo.

O acordo. A zona do euro ofereceu liberar bilhões em ajuda se a Grécia aceitasse e implementasse reformas de previdenciárias e tributárias que são um fantasma para o governo esquerdista, eleito em janeiro sob a promessa de acabar com a austeridade.

Se a Grécia não fechar um acordo no fim de semana para liberar os recursos, o país dará o calote ao Fundo Monetário Internacional (FMI) na terça-feira, possivelmente desencadeando uma corrida aos bancos, controles de capital e levantando dúvidas sobre seu futuro na zona do euro.

Os credores definiram os termos em documento que foi enviado à Grécia na quinta-feira. Ele diz que o país pode ter ¤ 15,5 bilhões em financiamento da UE e do FMI em quatro parcelas, incluindo ¤ 1,8 bilhão até terça-feira assim que o Parlamento de Atenas aprovar o plano. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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