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Grécia, Irlanda e Portugal deveriam deixar zona do euro, diz gestor do Pimco

Para Bosomworth, os políticos europeus não deveriam ignorar a possibilidade de calote na UE 

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2010 | 09h37

DUSSELDORF - O diretor de administração de fundos do Pimco em Munique, Andrew Bosomworth, advertiu aos políticos da zona do euro que não descartem a possibilidade de um membro da zona do euro entrar em default e sugeriu a saída temporária da Grécia, Irlanda e Portugal da zona do euro. Os comentários foram feitos ao jornal alemão Die Welt.

"Os políticos não podem mais fechar os olhos para a possibilidade de um default dentro da União Europeia", disse Bosomworth. Os políticos devem construir uma união econômica e fiscal crível e sustentável "ou enfrentar o risco de colapso da união monetária e do euro", acrescentou.

"A Grécia, a Irlanda e Portugal não voltarão ao equilíbrio sem uma moeda própria ou uma elevada transferência de pagamentos", disse Bosomworth. "Não acredito que o crescimento será retomado, do modo que o FMI e a União Europeia esperam", observou.

Segundo ele, as decisões tomadas no final da semana passada, durante o encontro de cúpula da União Europeia, não resolveram os problemas de solvência enfrentados por alguns Estados da zona do euro. O mecanismo permanente contra a crise, que entrará em vigor em 2013, é um passo na direção correta, mas virá muito tarde, diante do fato de que a tensão no mercado deverá persistir em 2011, afirmou o estrategista.

Ele diz que a Grécia, a Irlanda e Portugal não conseguirão crescer e cumprir as metas de restrição orçamentária dentro do mecanismo fixo de cambio do euro. "Eles podem vender bens no exterior mais baratos com suas próprias moedas", afirmou.

Espanha, Itália e Bélgica têm boa chance de enfrentar a crise dentro da zona do euro, mas não sem ajuda", disse. Bosomworth defendeu ainda que os países com maior contribuição no fundo de resgate tenham igualmente maior peso de opinião. As informações são da Dow Jones.

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