Grécia não dará calote em dívida, diz primeiro-ministro

Autoridade afirma que problema financeiro foi causado pelo próprio país e não se deve à crise global

Regina Cardeal, Agência Estado

11 de dezembro de 2009 | 12h11

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, disse que os problemas da dívida foram causados pelo próprio país e não se devem à crise financeira global. Ele afirmou que, embora seja compreensível que os investidores estejam preocupados com a capacidade de pagamento do governo, as dívidas serão honradas. "A Grécia não está perto de dar default em sua dívida", declarou.

 

Falando em coletiva à imprensa depois de participar de uma reunião de líderes da União Europeia (UE), Papandreou disse que os problemas que seu governo enfrenta "são sérios e os desafios são enormes". Ele descartou que a Grécia peça ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas disse que o país discute sobre políticas a serem adotadas tanto com o FMI quando com o Banco Central Europe (BCE).

 

A dívida do governo foi rebaixada pelas agências de rating Fitch e Standard & Poor's. A Grécia irritou seus parceiros da UE com uma revisão em alta significativa de seu déficit orçamentário há poucas semanas.

 

Segundo ele, a crise "não tem nenhuma relação com a crise financeira internacional". "É uma questão interna, doméstica", disse, citando corrupção no sistema de saúde envolvendo 5 bilhões de euros. Papandreou prometeu atacar a corrupção e garantir que o dinheiro público não seja desperdiçado. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
GréciacalotedívidaUnião Europeia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.