Grécia não é próxima Islândia ou Dubai, afirma ministro

Agência Standard & Poor's colocou o rating do país em observação negativa, devido às finanças do governo

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

09 de dezembro de 2009 | 09h48

O governo grego tem grande compreensão da atual situação econômica do país e está "fazendo o que é preciso" para resolver os problemas, disse o ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, durante um encontro da Associação da Imprensa Estrangeira da Grécia em Atenas. Ele insistiu que a Grécia não é a próxima Islândia ou Dubai, afirmando que o novo governo tem o comprometimento necessário para resolver os problemas de dívida do país.

 

Os comentários seguem-se a decisão tomada ontem pela agência de classificação de risco Fitch Ratings de cortar o rating de longo prazo em moeda estrangeira e o rating em moeda local da Grécia para BBB+, de A-. Na segunda-feira, a Standard & Poor's colocou o rating soberano grego A- em observação negativa, citando que questões relacionadas as finanças do governo poderão levar ao rebaixamento da nota.

 

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Em resposta a perguntas sobre como o corte do rating feito pela Fitch poderia atingir a habilidade dos bancos gregos de tomar empréstimos do Banco Central Europeu (BCE), Papaconstantinou descreveu o setor bancário como "fundamentalmente sólido". "Estamos confiantes de que há caminhos alternativos para os bancos gregos financiarem suas operações", afirmou, acrescentando que a principal questão é confiança.

 

"As condições devem melhorar quando a comunidade internacional perceber que o governo grego está tomando medidas sérias", afirmou. "2010 será um ano difícil para a Grécia, mas não impossível", disse. As informações são da Dow Jones.

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