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Grécia não quer reestruturação da dívida

CORRESPONDENTE / PARIS

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

O primeiro-ministro da Grécia, Georges Papandreou, afirmou ontem, em Atenas, que seu governo não quer a reestruturação da dívida soberana do país, que chega a 150% do Produto Interno Bruto (PIB). A declaração foi feita depois que lideranças políticas da União Europeia (UE), como Jean-Claude Juncker, coordenador do fórum de ministros de Economia da zona do euro (Ecofin), defenderam uma "reestruturação branda" das obrigações do Estado grego.

Segundo Papandreou, a partir de 2014 o país terá um excedente orçamentário, o que tornará a dívida "viável". "Nós estamos tomando todas as medidas necessárias", garantiu o premiê.

Em conferência realizada em Lagonissi, ao sul de Atenas, o ministro das Finanças da Grécia, Georges Papaconstantinou, disse ontem que o governo anunciará nos próximos dias medidas de austeridade que resultarão n uma economia de 6 bilhões.

O ministro também negou uma reestruturação da dívida. "Não há um cenário mágico de reestruturação da dívida da Grécia que resolverá o problema do país", afirmou. "O problema é profundamente estrutural."

O anúncio das novas medidas é feito dois dias após os ministros do Ecofin terem mostrado que novas medidas de austeridade são condição para qualquer outro desembolso de recursos adicionais para a Grécia. No ano passado, o país recebeu 110 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia e Banco Central Europeu (BCE).

Desde então, a Grécia reduziu o déficit orçamentário para 10,5% do PIB em 2010. Mas uma revisão em alta do déficit de 2010, somada ao aprofundamento da recessão, sugere que a Grécia não conseguirá atingir a meta de 2011 para o orçamento.

Revisão. Na terça-feira, diferentes autoridades da UE, como Juncker e o comissário europeu de Relações Econômicas e Monetárias, Olli Rehn, defenderam a revisão dos prazos de vencimento das parcelas de reembolso da dívida grega. A ideia é aumentar o prazo de pagamento, para reduzir a pressão sobre o orçamento do país. Desse esforço participariam "voluntariamente" credores privados da Grécia.

Os sistemas financeiros da França, da Alemanha e dos EUA são os maiores detentores de obrigações da dívida grega. "Um alongamento voluntário da maturidade das dívidas, chamada de mudança de perfil ou reescalonamento voluntário, poderia ser examinado", afirmou Rehn. Essa posição, entretanto, não é unânime na União Europeia. / COM DOW JONES NEWSWIRES

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