Grécia não sairá do euro, diz Juncker

Presidente do Eurogrupo acredita que país vai redobrar esforços para cumprir suas metas

VIENA, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2012 | 03h11

A Grécia não sairá da zona do euro, afirmou neste sábado o presidente do Eurogrupo (grupo de ministros de Finanças da zona do euro) e primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, antes da reunião que terá com o governo grego.

"Não, eu não acho que isso acontecerá", disse Juncker ao jornal austríaco Tiroler Tageszeitung ao ser perguntado se a Grécia deveria deixar o bloco monetário.

"Se a Grécia rejeitar a consolidação orçamentária completa e reformas estruturais, então teremos de considerar essa questão", observou. "Mas como eu acredito que a Grécia vai tentar redobrar seus esforços para cumprir as metas, então não há razão para esperar que esse cenário de saída seja relevante."

Juncker se reunirá com o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, em Atenas na quarta-feira, em meio a relatos de que o governo grego pedirá mais tempo para implementar os cortes de gastos prometidos em troca de dois pacotes de ajuda financeira internacional.

Samaras também se reunirá com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na sexta-feira em Berlim, antes de viajar para Paris, onde se encontrará com o presidente da França, François Hollande, em seguida a uma reunião entre Merkel e Hollande na quinta-feira em Berlim.

Na sexta-feira, o vice-presidente do grupo parlamentar de coalizão governista da Alemanha, Michael Fuchs, enfatizou que a Grécia deve cumprir seus compromissos se espera receber a próxima parcela de ajuda de credores internacionais. "Eu acho que é importante cumprir o que foi acordado."

A chamada troica de credores da Grécia, que inclui a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional, recentemente visitou o país para avaliar seu progresso nas reformas e medidas de austeridade impostas em troca do auxílio financeiro. Sem o aval dos credores, Atenas não poderá receber a próxima tranche da ajuda, no valor de 31 bilhões, cuja liberação está programada para setembro.

Espanha. Ainda ontem, em entrevista à agência de notícias EFE, o ministro de Finanças da Espanha, Luis de Guindos, afirmou que uma nova rodada de compras de bônus soberanos pelo BCE precisa ser grande e aberta para que seja eficiente. Segundo Guindos, o BCE "não pode colocar limites ou dizer quanto vai comprar nem por quanto tempo vai intervir" nos mercados de dívida soberana.

No mês passado, o banco disse que lançaria um novo programa de compras de bônus soberanos para dar suporte aos esforços do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (Feef) caso algum país endividado da zona do euro peça ajuda do fundo de resgate temporário da região.

O BCE afirmou que vai detalhar como seu novo programa de compra de bônus funcionará e vai anunciar outras medidas para ajudar a acalmar os mercados financeiros, na primeira semana de setembro. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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