Grécia não vai cumprir parte das reformas

A Grécia não conseguirá cumprir as metas de reforma tributária neste ano e precisa fazer mais para combater evasão fiscal dos mais ricos, segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia.

ATENAS , O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2012 | 02h03

A Grécia não atingirá cinco de 10 metas estabelecidas para dezembro em relação a auditorias e arrecadação de impostos, diz o relatório, acrescentando que as mudanças para a estruturas legais e métodos de arrecadação dariam um grande impulso às receitas. "Atrasos consideráveis permanecem nos livros - 53 bilhões (US$ 69,9 bilhões) - dos quais provavelmente entre 15% e 20% poderão ser pagos", aponta o relatório.

Segundo o FMI e a UE, a Grécia poderá aumentar as receitas por meio da implementação de sistemas que deduzem o dinheiro devido ao Estado de contas bancárias dos contribuintes.

O relatório é apresentado em um momento no qual a Grécia se prepara para votar no próximo mês um novo projeto de lei tributária prometido há muito tempo para os credores internacionais em um esforço para aumentar as receitas orçamentárias, simplificar o sistema tributário e conter a evasão.

O projeto, que impõe impostos maiores sobre salários e pensões e reduz as categorias de tributação de oito para três, é destinado a gerar mais de 1 bilhão em receita adicional anualmente a partir de 2014 e é parte de um pacote de austeridade de 13,5 bilhões que o Parlamento da Grécia aprovou no início de novembro. O projeto é visto como uma condição dos parceiros europeus da Grécia para desbloquear uma parcela de socorro necessária, mais a elevada tributação ameaça aprofundar a brutal recessão do país e desestabilizar sua frágil política. / DOW JONES NEWSWIRES

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