Grécia não vai reestruturar sua dívida, diz ministro--jornal

A Grécia vai evitar a reestruturação da sua dívida, gerando superávits primários e implementando reformas que trarão um crescimento nos próximos anos, declarou o seu ministro das finanças ao jornal Eleftherotypia, no domingo.

RENEE MALTEZOU, REUTERS

22 de janeiro de 2011 | 16h23

O país endividado está implementando medidas austeras e reformas estruturais prescritas pela UE e pelo FMI, em troca de um empréstimo de 110 bilhões de euros, que o salvou da falência.

Embora a Grécia queira aumentar o prazo de pagamento do empréstimo que está recebendo, o ministro das finanças já disse inúmeras vezes que não está em negociações para reestruturar a dívida do país.

"A Grécia pode e vai evitar (a reestruturação da sua dívida)", disse o ministro das finanças George Papaconstantinou numa entrevista.

Perguntado como ele faria isso, respondeu: "Criando e preservando superávits de 5 a 6 por cento (do GDP), implementando reformas estruturais que trarão uma taxa de crescimento real acima de dois porcento, e também com a extensão do prazo de pagamento do empréstimo de 110 bilhões de euros."

Papaconstantinou disse que espera que a Grécia consiga obter melhores condições de financiamento no futuro e que ainda espera entrar no mercado de títulos em 2011 com os chamados "títulos da diáspora."

"Nosso primeiro esforço será com os "títulos da diáspora" que pretendemos emitir em alguns meses", ele disse, acrescentando que interessaria aos gregos na Europa, Austrália e EUA, e que o rendimento seria mais baixo do que as taxas do mercado.

A Grécia vendeu 650 milhões de euros (US$879,6 milhões) equivalentes a três meses da sua dívida, a 4,1 por cento, a mesma taxa que pagou no leilão anterior, em novembro. Estrangeiros compraram 80 por cento.

O Governo não pretende aumentar a taxa de valor agregado, disse Papaconstantinou, mas vai intensificar a repressão à evasão fiscal, para cumprir as metas orçamentárias.

"Chegamos a um ponto em que um aumento adicional na taxa de valor agregado não vai trazer mais receita"", disse.

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