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Grécia planejou sistema para relançar dracma

Em operação, país pretendia criar um banco virtual oficial, sem lastro a não ser a palavra do governo grego

ANDREI NETTO, O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2015 | 09h02

O governo da Grécia elaborou um plano alternativo que previa a criação de um “sistema financeiro paralelo”, baseado na piratagem de dados pessoais dos contribuintes do país. A revelação, feita pelo jornal Kathimerini, demonstra como o país esteve perto de abandonar a zona do euro no início de julho. Nesta segunda-feira, 27, as negociações para um novo plano de socorro de até € 86 bilhões tiveram início em Bruxelas. 

O plano de criação do sistema financeiro paralelo da Grécia começou em dezembro de 2014 pelo economista Yanis Varoufakis, que se tornaria ministro de Finanças em janeiro, com a vitória do primeiro-ministro Alexis Tsipras. O projeto previa usar o site nacional para pagamentos de impostos, no qual cada contribuinte tem um número de identificação, para colocar em funcionamento um banco virtual, que funcionaria caso o Banco Central Europeu (BCE) suspendesse as linhas emergenciais de recursos ao sistema financeiro da Grécia.

Pelo plano, o governo usaria o número de cada contribuinte para pagar e receber valores, sem passar pelos bancos e sem precisar imprimir o dracma, moeda que existia na Grécia antes da adoção do euro. Ou seja: tratava-se de um banco virtual oficial, sem lastro a não ser a palavra do governo grego. 

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