Grécia precisa demonstrar compromisso, diz comissário

O comissário europeu para relações econômicas e monetárias, Olli Rehn, afirmou hoje que a Grécia precisa demonstrar compromisso com reformas e privatizações para garantir mais suporte da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo Rehn, as próximas semanas poderão ser cruciais para demonstrar isso. A Grécia "tem de reforçar seriamente as economias orçamentárias e as reformas econômicas antes que qualquer novo passo possa ser dado", afirmou, em discurso em uma conferência organizada pelo Banco Central da Áustria.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

23 de maio de 2011 | 11h29

A implementação de seu programa de privatização "é uma questão urgente para a Grécia", que vai anunciar novas medidas em breve, acrescentou Rehn. Para a autoridade, saber se a Grécia será capaz de realizar economias fiscais e privatizações é "um teste de credibilidade".

Rehn afirmou que uma redefinição do perfil da dívida grega - a extensão voluntária dos vencimentos dos empréstimos - ainda pode ser considerada para solucionar os problemas do país. No entanto, uma dura reestruturação, que geralmente inclui a redução do valor da dívida do governo, "não será um substituto para as reformas necessárias".

Outras opções que estão sendo consideradas incluem o estabelecimento de uma Iniciativa de Viena, que garantiria o investimento financeiro na dívida grega por credores privados, incluindo bancos comerciais. Rehn também disse que um fundo fiduciário para a Grécia destinado a privatizar ativos estatais está sendo considerado como uma medida de reforma adicional para o país.

Itália

O comissário também minimizou hoje receios de que a Itália possa ser o próximo país a enfrentar problemas fiscais. "Nós estamos vendo um crescimento relativamente sólido (na Itália) e uma determinação para reduzir os déficits fiscais", disse Rehn. Embora "certamente" esteja enfrentando desafios na reforma estrutural, a Itália está no caminho certo para atingir o prazo de 2012 para reduzir seu déficit orçamentário a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a autoridade.

Rehn também afirmou que a União Europeia está em contato diário com o FMI sobre a questão do sucessor de Dominique Strauss-Kahn, que renunciou na semana passada ao cargo de diretor-gerente da instituição após ser acusado de agressão sexual. Segundo Rehn, o FMI garantiu que há progresso na seleção do sucessor para o cargo. As informações são da Dow Jones.

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