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Grécia precisará de mais ajuda e pode até abandonar euro

Economistas recomendam medidas drásticas para evitar que a UE tenha de socorrer a Grécia com um plano de ajuda de longo prazo

Renato Martins, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2011 | 16h32

O Grupo de Aconselhamento Econômico Europeu (EEAG) adverte que a Grécia poderá precisar de um novo pacote de ajuda financeira quando o atual se esgotar, em 2013, e o país poderá até mesmo optar por sair da zona do euro e reintroduzir a dracma como moeda. O grupo é ligado ao instituto IFO e ao Centro de Estudos Econômicos da Universidade de Munique.

Em relatório sobre a economia europeia em 2011, divulgado nesta terça-feira, os economistas do EEAG dizem que o programa de austeridade que está sendo implementado pelo governo da Grécia não deverá ser suficiente para resolver o problema da dívida do país e que a Grécia provavelmente não estará em posição de obter financiamento nos mercados quando o pacote de ajuda da União Europeia e do FMI se esgotar.

Os economistas recomendam medidas drásticas para evitar que a UE tenha de socorrer a Grécia com um plano de ajuda de longo prazo, entre elas o lançamento de medidas de austeridade ainda mais duras, como o rebaixamento geral de salários, ou o abandono do euro como moeda.

"É provável que a Grécia não seja capaz de voltar aos mercados privados de financiamento a taxas de juro que lhe permitam evitar um default quando o atual pacote de assistência expirar. Mais do que isso, pode muito bem acontecer o caso de a situação da conta corrente da Grécia não ter melhorado suficientemente com as medidas de austeridade adotadas, o que forçará mais um ajuste para baixo na economia grega e reduzirá ainda mais a possibilidade de o país redimir sua dívida", diz o relatório.

O texto prossegue: "O que vai acontecer se, como esperamos, os problemas da Grécia não estiverem resolvidos até 2013, e, particularmente se o enorme déficit em conta corrente ainda for insustentável? À parte uma moratória da dívida, há, em princípio, apenas três opções: a) a Grécia volta à dracma e deprecia (depreciação externa); b) a Grécia passa por uma depreciação interna igualmente radical, durante a qual salários e preços caem à mesma razão, em relação ao resto da zona do euro, como fariam numa depreciação externa; e c) a UE financia o déficit em conta corrente com programas de transferência".

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