Grécia tem necessidade de empréstimos coberta até março

 Primeiro-ministro grego George Papandreou diz que população apóia medidas de combate à crise

Reuters,

21 de fevereiro de 2010 | 13h43

As necessidades de empréstimo da Grécia estão cobertas até meados de março, e Atenas, até o momento, está atingindo as metas estabelecidas em seu plano de austeridade, disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou, em uma entrevista ao programa televisivo da BBC no domingo.

 

Preocupações do mercado em relação à crescente dívida da Grécia atingiram o euro nas últimas semanas. "Neste momento, não temos a necessidade de empréstimos, nossas necessidades de empréstimos estão cobertas até meados de março," disse o premiê em resposta a uma pergunta sobre novas emissões de obrigações gregas na próxima semana.

 

Papandreou disse que apesar das manifestações de rua contra medidas de austeridade, adotadas por seu governo para combater a crise, ele acredita haver um amplo apoio na sociedade grega para as rigorosas reformas econômicas.

 

"Mesmo com medidas de austeridade, e medidas que doem, temos agora o apoio para as medidas, que está em torno de 50 a 60 por cento da população, e o governo também tem esse apoio," disse Papandreou.

 

"O que estamos vendo aqui, e eu só vi isso durante os Jogos Olímpicos em 2004, é um verdadeiro sentimento de unidade do povo grego de querer fazer uma mudança," disse ele, culpando a administração anterior para a Grécia pelos problemas econômicos.

 

Papandreou disse que os parceiros da União Europeia devem continuar a dar apoio político a Atenas, enquanto o país luta para colocar as finanças públicas de volta a um caminho sustentável. "Vamos em conjunto com as autoridades da UE, a Comissão e o Banco Central Europeu, vamos sentar, vamos ver o progresso que estamos conseguindo, como estamos nos saindo no plano de estabilidade e crescimento que apresentamos," disse ele. "Estamos atingindo as metas, superamos as metas nas estatísticas de janeiro, então estamos nos saindo bem. Se precisarmos de medidas adicionais, tomaremos medidas adicionais a fim de reduzir nosso déficit este ano em 4 por cento. Nós estamos prontos para agir, se necessário."

 

Papandreou disse que, enquanto a Grécia não está pedindo apoio financeiro dos parceiros da UE, o país precisa de um forte apoio político para recuperar a sua credibilidade junto aos mercados financeiros. Isso foi particularmente importante para a Grécia conseguir empréstimos a taxas de juros mais baixas do que estava obtendo, ele disse.

 

"Precisamos da ajuda para que possamos conseguir empréstimos com as mesmas taxas de outros países, e não com taxas elevadas que minam a nossa capacidade de fazer as mudanças que precisamos fazer," ele disse.

 

(Estelle Shirbon; edição de Karen Foster)

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