Grécia terá 2º pacote de resgate da ordem de € 110 bi, diz premiê

Parlamento ainda precisa aprovar na próxima semana um conjunto de medidas fiscais para que a ajuda continue

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de junho de 2011 | 11h39

A Grécia assegurou um segundo pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ele será da ordem de € 110 bilhões, afirmou o primeiro-ministro grego, George Papandreou. O premiê disse também que os líderes europeus concordaram em pagar mais € 12 bilhões do programa de ajuda anterior, oferecido ao país no ano passado, o que deve ser feito no começo de julho.

"Nós temos o apoio dos nossos parceiros porque eles reconhecem os sacrifícios do povo grego. Nós estamos tentando tudo o que podemos para colocar a nossa casa em ordem", declarou Papandreou após dois dias de discussões com outros líderes europeus em Bruxelas. Um acordo final sobre o novo resgate é esperado ou na reunião de 3 de julho ou na de 1 de julho entre os ministros de Finanças da zona do euro.

Segundo fontes da UE, o novo pacote de resgate incluirá € 30 bilhões em rolagem de bônus gregos por investidores privados, € 30 bilhões em vendas de ativos estatais gregos e o restante em novos empréstimos da UE e do FMI. "A nova linha será similar em valor" à primeira, informou Papandreou.

No entanto, para a Grécia obter o dinheiro o Parlamento do país precisa aprovar na próxima semana um plano de austeridade de € 28,4 bilhões que inclui maiores impostos e cortes de custos.

"O senso de responsabilidade nacional vai reinar na votação parlamentar", disse Papandreou quando perguntado se ele espera que todos os 155 deputados socialistas, aliados ao governo, apoiem o pacote na Casa, que tem 330 assentos. Partidos da oposição têm afirmado que vão votar contra o plano, enquanto um deputado socialista disse que também será contra e outro declarou que vai se decidir na próxima semana.

Papandreou afirmou que a União Europeia está passando por uma crise e parece relutante em "enfrentar seus próprios problemas de dívida. O premiê disse também que o programa de privatização grego é "muito ambicioso e complicado, mas precisamos seguir em frente". Ao ser perguntado se seria melhor para a Grécia abandonar o euro, Papandreou respondeu que isso significaria um "default imediato". As informações são da Dow Jones.

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