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Grécia teria descumprido todas as metas fiscais

Missão do FMI, UE e BCE, apurou, segundo revista alemã, que país não conseguiu seguir planos para resgate, o que coloca em risco novo financiamento

Reuters, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2011 | 00h00

A Grécia descumpriu todas as metas fiscais determinadas no plano de resgate, revelou uma missão de uma equipe internacional de investigação. O descumprimento coloca em risco a possibilidade de mais financiamento ao país, informou ontem a revista semanal alemã "Spiegel".

"O trio afirma em seu relatório que será divulgado na próxima semana que a Grécia descumpriu todas as metas fiscais que foram acordadas", disse a revista em uma pré-publicação.

A chamada "troika", ou trio composto pelo FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, atualmente tem uma equipe na Grécia avaliando o grau de sustentabilidade das dívidas do país.

O ministro grego da Finanças, George Papaconstantinou, negou ontem as informações da revista alemã de que a equipe internacional de inspeção teria concluído que o país não cumpriu nenhuma das metas fiscais.

A missão realizará reuniões na próxima semana antes da finalização do relatório.

"O déficit no orçamento público foi mais alto do que o esperado", disse a revista, referindo-se às informações do relatório.

Mais que o estipulado. "O motivo é que o governo grego ainda gasta mais do que o valor estipulado no programa de resgate. Além disso, a receita tributária ainda é mais baixa do que a exigida", explica a publicação alemã.

O FMI já disse que não pode emitir sua parte da parcela de 12 bilhões à Grécia no próximo mês se as condições fiscais fundamentais ao pacote de resgate não forem cumpridas, e uma importante autoridade econômica da Comissão Europeia disse que a UE estava estabelecendo as mesmas condições. "Nós europeus temos as mesmas condições que o FMI", disse o comissário de Assuntos Econômicos da UE, Olli Rehn.

A dívida da Grécia está a aproximadamente 330 bilhões, ou 150 % do PIB do país, sendo tão alta que muitos economistas acreditam que o país terá de passar por uma ampla reestruturação.

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