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Grécia vai descartar 30% das reformas exigidas pelo atual programa de resgate

Em discurso, ministro das Finanças afirmou que chegou a hora do país deixar de lado as políticas de austeridade fracassadas

Agência Estado

09 Fevereiro 2015 | 15h31

O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, afirmou que o país aceita a maioria das reformas delineadas no atual programa de resgate, embora o governo peça a reversão de algumas medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais.

Em discurso ao Parlamento, Varoufakis pediu que os parceiros europeus deixem de lado a insistência para que o país siga adiante com políticas fracassadas.

"Nós vamos apresentar nossa proposta e seguir adiante com reformas profundas em cooperação com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)", disse o ministro. "A essa lista, vamos acrescentar cerca de 70% das reformas e compromissos que estão no atual programa de resgate. Os 30% restantes serão suspensos ou descartados", explicou.

O atual programa de resgate da Grécia expira no fim deste mês. Caso entre em outro programa de financiamento, a Grécia provavelmente precisará implementar reformas impopulares no país e se submeter a um regime de supervisão da troica que o novo governo, liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, tem rejeitado.

Confiança. Alexis Tsipras, afirmou estar confiante de que seu país chegará a um acordo com os parceiros europeus com relação a sua dívida. A declaração foi feita após uma reunião com o chanceler da Áustria, Werner Faymann, em Viena.

"Estou muito otimista de que conseguiremos trabalhar juntos", disse Tsipras, destacando que não vê razão para a Grécia e seus parceiros na Europa não alcançarem um entendimento. Uma solução é importante não apenas para a Grécia, mas também para a Europa, comentou. "Quero uma solução que seja viável e econômica."

Faymann, por sua vez, afirmou que a meta precisa ser que todos os atuais membros da zona do euro - entre eles a Grécia - permaneçam no bloco. O chanceler austríaco disse que também é importante para toda a Europa ajudar a Grécia a resolver problemas como a fraude fiscal e o desemprego.

Segundo Faymann, é questão de respeito a Europa levar em consideração a posição do governo grego, mantendo em mente as condições do resgate oferecido ao país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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