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Grécia vai dobrar esforço de austeridade, diz ministro

O governo da Grécia disse hoje que vai dobrar os cortes de gastos e as medidas relacionadas a receitas, diante da pressão recente dos demais integrantes da zona do euro para que o país dê andamento a seu programa de ajuste orçamentário. Em conferência realizada em Lagonissi, um resort ao sul de Atenas, o ministro das Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, disse que o governo irá anunciar nos próximos dias medidas de austeridade que resultarão em uma economia de 6 bilhões de euros.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

18 de maio de 2011 | 12h17

"O governo irá anunciar nos próximos dias medidas que irão exceder 6 bilhões de euros - medidas voltadas para a redução dos gastos e de elevação das receitas", disse Papaconstantinou. Ele negou as especulações recentes de que a Grécia seria forçada a adotar um tipo de reestruturação de sua dívida, algo que o governo do país tem repetidamente negado. "Não há um cenário mágico de reestruturação da dívida da Grécia que resolverá o problema do país", afirmou. "O problema é profundamente estrutural."

O anúncio das novas medidas surge dois dias após os ministros de finanças da União Europeia terem mostrado que novas ações de austeridade são uma condição para qualquer outro desembolso de recursos para a Grécia. No ano passado, o país recebeu 110 bilhões de euros em ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), da União Europeia e do Banco Central Europeu (BCE).

Desde então, a Grécia reduziu o déficit de seu orçamento em cerca de um terço, para 10,5% do PIB em 2010. Mas uma revisão em alta do déficit do orçamento de 2010, somada ao aprofundamento da recessão, sugere que a Grécia não conseguirá atingir a meta de 2011 para o orçamento.

"Apesar da recessão, não pode haver afrouxamento dos esforços fiscais", disse Papaconstantinou. "Isso significa que teremos de tomar todas as medidas necessárias para manter a meta para o déficit de 2011 que estabelecemos em 7,5% do PIB", observou. As informações são da Dow Jones.

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