Greenpeace traz lista de produtos com transgênicos

O Greenpeace divulga uma nova lista de alimentos contaminados com transgênicos. Dos 12 produtos testados no laboratório Interlabour Belp Ag, na Suíça, cinco apresentaram contaminação com a soja transgênica Roundup Ready, da Monsanto. São eles: chocolate Bis, da Lacta, que pertence à Kraft Foods; Salsicha Carrefour; Sopão Maggi de carne com legumes, da Nestlé; Sopão Knorr de galinha com macarrão e legumes; e alimento para cães Bonzo, da Purina. É a quinta vez que a soja transgênica é encontrada em um produto Knorr, e a terceira em um produto da Nestlé. O Carrefour foi a única empresa a declarar que, em função do resultado dos testes, está tornando as medidas adotadas ainda mais rigorosas, a fim de prevenir o uso de transgênicos em seus produtos. "A Nestlé, a Knorr e a Kraft Foods não utilizam ingredientes geneticamente modificados na Europa, onde os consumidores rejeitam os transgênicos. Porquê, então, tratar o consumidor brasileiro como um consumidor de segunda classe?", questiona Mariana Paoli, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace. "Os fabricantes, importadores e distribuidores de alimentos devem parar imediatamente de utilizar componentes transgênicos em seus produtos, pois eles oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente".O cultivo e comercialização de qualquer transgênico continuam proibidos no Brasil por sentença judicial, enquanto várias exigências não forem satisfeitas - entre elas, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). Em contrapartida, a Comissão Especial sobre Alimentos Geneticamente Modificados da Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira, proposta do deputado Confúcio Moura (PMDB-RO) que visa a liberação dos transgênicos (veja mais informações nos links abaixo).PesquisaPesquisa de opinião do Ibope sobre transgênicos, encomendada pelo Greenpeace em julho do ano passado, constatou que 74% da população prefere consumir um alimento convencional a um transgênico, e 67% acha que os transgênicos não devem ser liberados para plantio comercial enquanto não há um consenso na comunidade científica sobre a sua segurança para o meio ambiente e para a saúde humana.Para o Greenpeace, as autoridades brasileiras devem retirar estes produtos do mercado. A organização ambientalista enviará à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), assim como a todos os órgãos estaduais de Vigilância Sanitária cópia dos laudos, exigindo que as providências necessárias sejam tomadas.

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