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Greenspan compara crise atual à de 1998

Ex-presidente do Fed assumiu cargo quando a Bolsa de NY caiu 23%

Mike Peacock, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2008 | 00h00

Alan Greenspan, o principal dirigente de banco central do mundo nos anos 1990, o Federal Reserve (Fed), disse ontem que a atual turbulência no crédito lembra as crises dos mercados dos anos de 1987 e 1998. Nos Estados Unidos surgem sinais de que a economia já se ressente da crise. As empresas cortaram 4 mil postos de trabalho em agosto, na primeira vez que a estatística de emprego mensal se retrai, segundo um estudo divulgado ontem."O comportamento que estamos observando nas últimas sete semanas é idêntico, em muitos aspectos, ao que vimos em 1998. E também ao que vimos quando as bolsas de valores desabaram em 1987", disse o ex-presidente do Fed ao The Wall Street Journal. "Suspeito que se assemelha também com a depressão de 1837 e com o pânico de 1907", disse Greenspan."O ser humano nunca soube como enfrentar as bolhas", afirmou ainda. Alguns especialistas atribuem a ele a responsabilidade pela atual turbulência nos mercados financeiros. Como dirigente do banco central americano e responsável pela política monetária do País durante duas décadas, Greenspan optou por uma política de juros baixos como meio de impulsionar o desenvolvimento econômico.Em 1998, o fundo de cobertura Long-Term Capital Management controlava US$ 100 bilhões em ativos, mas o colapso que sobreveio em consequência da crise causada pela dívida russa causou estragos em muitos mercados de derivativos. Greenspan assumiu a chefia do Fed pouco antes de o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, despencar 23% em apenas um dia, em outubro de 1987.EMPREGOAs fracas estatísticas de emprego americanas foram uma resposta às projeções de que as contratações seguiriam em alta, o que ocorreu em um período anterior ao da pior fase da atual turbulência financeira. Muitas empresas de serviços financeiros prejudicadas pelos problemas do mercado de hipotecas de segunda linha (subprime) anunciaram demissões.Os analistas dizem que os números, que incluem baixa nas contratações em junho e julho, forçarão o Fed a reduzir as taxas de juros no encontro do dia 18 de setembro, o que seria vital para acalmar os mercados."Uma nova queda nas taxas parece algo seguro, e não me surpreenderia se ocorrer antes do encontro de 18 de setembro", disse Michael Metz, presidente da empresa de investimentos Oppenheimer & Co.O Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra e seus congêneres da Austrália e Canadá não fizeram mudanças nas taxas de juros esta semana. Até ontem, as previsões apontaram que essas instituições fariam ajustes no crédito.O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse ontem que seu banco está disposto a atuar contra os riscos de inflação. O atual clima de incerteza, porém, aponta que não é iminente uma mudança nos juros.

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