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Greenspan descarta que queda do dólar acelerará inflação

Em entrevista à CNN, expresidente do FED diz que 'não há provas' que fraqueza de moeda seja 'um problema'

Efe,

07 de outubro de 2007 | 17h16

O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Alan Greenspan disse neste domingo, 7, que não há mostras de que a atual queda no valor do dólar esteja acelerando a inflação.   Greenspan, que está em viagem promocional de sua autobiografia A Era da Turbulência: Aventuras em um Novo Mundo, fez estas declarações à rede de televisão americana CNN.   Em suas palavras ao jornalista Wolf Blitzer, uma das estrelas da rede, Greenspan disse que o normal com a fraqueza de uma moeda a longo prazo é que a inflação acelere. No entanto, segundo Greenspan, "não há provas reais atualmente de que isso (a aceleração da inflação) seja um grande problema".   No início do mês, o ex-presidente do Fed disse que a chance de uma recessão nos Estados Unidos está entre um terço e 50% devido à crise de crédito gerada por problemas no setor de financiamento imobiliário de alto risco. "O cenário mais provável é de crescimento econômico em desaceleração nos EUA", disse em uma conferência em Lisboa.   Perguntado sobre os mercados de câmbio, Greenspan afirmou ser extremamente difícil prever o que acontecerá com o dólar e com o euro nos próximos 18 meses, acrescentando que a queda da moeda norte-americana é puxada pelos diferenciais nas taxas de juros. "Nós temos muito pouca capacidade de projetar as taxas de juros para os próximos 18 meses", disse.   Ele recomendou que os bancos centrais não intervenham nos mercados de câmbio, dizendo que o setor é grande demais. "É muito grande e não tenho certeza de que um banco central ou um grupo de bancos centrais tenha os recursos", disse ao ser questionado sobre a possibilidade de intervir para mudar as taxas de câmbio.   Na época, Greenspan afirmou que os preços dos imóveis americanos vão cair até que o estoque dos imóveis residenciais não ocupados tenha voltado ao normal, acrescentando que o nível atual de estoques está duas vezes acima do habitual.   Em sua autobiografia, Greenspan critica, entre outras, a política fiscal do atual presidente americano, George W. Bush, e elogia o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, em particular por sua eliminação do déficit fiscal e sua promoção do livre-comércio.   Matéria ampliada às 22h04 para acréscimo de informações

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