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Greenspan descarta risco de deflação e Bolsa despenca

Em seu pronunciamento no Senado hoje, o presidente do banco central dos Estados Unidos (FED), Alan Greenspan, disse que os bancos comerciais norte-americanos estão bem preparados para uma eventual elevação das taxas de juro. Com isso, sugeriu que as autoridades monetárias não terão de se preocupar com a estabilidade do sistema bancário quando as taxas de juros começarem a subir.Também afirmou que está otimista em relação às perspectivas para o emprego e a economia e afirmou que deflação ?não é mais uma questão diante de nós?. As afirmações sinalizam que as taxas de juros nos Estados Unidos devem subir em breve, como já vinha sendo cogitado nos mercados nas últimas semanas. Juros mais altos nos Estados Unidos prejudicam a atividade econômica em todo o mundo. No Brasil, a tendência é de redução no nível de exportações, o que prejudica o desempenho das empresas. Além disso, elas e o governo brasileiro pagarão juros mais altos para a captação de recursos no exterior, o que afeta de forma negativa os resultados da economia do país.Reflexo deste cenário é a forte queda apresentada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após as declarações de Greenspan, dado que as empresas no Brasil são prejudicadas por juros altos nos EUA. Às 16h40, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está no patamar mínimo desta terça-feira, em 21152 pontos, queda de 2,20%, às 16h40. As taxas de juros no mercado futuro subiram. Os contratos com taxas de juros pós-fixadas (DI) estão no patamar máximo do dia, em 15,710% ao ano, frente a 15,690% ao ano ontem. Dólar fecha em altaO dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,9280 na ponta de venda dos negócios, em alta de 0,69% em relação às últimas operações de ontem. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,9280 e oscilou entre a máxima de R$ 2,9310 e a mínima de R$ 2,9100. Com o resultado de hoje, o dólar registra queda de 3,37% nos últimos doze meses.

Agencia Estado,

20 de abril de 2004 | 16h44

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