Greenspan reafirma que juros podem cair mais

O presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), Alan Greenspan, disse hoje que, embora a taxa de juro dos Federal Funds encontre-se no menor nível em 45 anos, o Banco Central norte-americano ainda tem espaço "substancial" para novos cortes no juro, caso torne-se necessário. Em conseqüência, acrescentou, é "improvável" que o Fed tenha de apoiar-se em instrumentos não-convencionais de estímulo à economia, como aquisição de bônus de longo prazo do governo e o estabelecimento de limites para seu rendimento. Greenspan parece ter ficado desconcertado com a reação dos mercados ontem a seus comentários, diziam operadores. Em seu depoimento iniciado às 11h no senado norte-americano, Greenspan disse que nada foi retirado da mesa em termos de política monetária e lembrou aos ouvintes que qualquer comentário sobre utilização de instrumentos não-convencionais foi feito com intenção de manter a transparência. Ele comentou que a alta no juro dos papéis da dívida norte-americana ontem ocorreu em parte porque os investidores chegaram à conclusão que o Fed não utilizará métodos não-convencionais de estímulo à economia. Greenspan esclareceu que o Banco Central dos EUA não descartou o uso de política monetária não-convencional, se necessário, embora acredite ser pouco provável que haja necessidade de utilizá-lo, já que ele não descarta uma nova redução de juros ? que está atualmente em 1% ao ano. Decisão sobre emissão de bônusGreenspan disse que o debate sobre a necessidade de o Tesouro voltar ou não a emitir bônus de 30 anos deve, eventualmente, ressurgir em uma época de crescente déficits no orçamento federal. O senador democrata Jon Corzine questionou Greenspan se não seria o momento de reconsiderar a emissão destes bônus, observando que a decisão de não mais emiti-los foi tomada quando os analistas do governo previam superávit no orçamento. O Tesouro deixou de emitir papéis de 30 anos em 2001.?Estarei interessado em ouvir os vários debates e argumentos de ambos lados da questão, os quais, acredito, se materializarão pelos motivos levantados por você, senador", respondeu Greenspan. O presidente do Fed disse que a decisão de retomar ou não as emissões é do Departamento do Tesouro, mas que o Fed deverá envolver-se em qualquer discussão sobre o assunto. As informações são da Dow Jones.

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