Greenspan repete que deflação é ameaça remota

O presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, voltou mais uma vez a afirmar que a deflação continua sendo uma ameaça remota. "Estamos olhando um evento muito pouco provável", disse Greenspan, que expressou um otimismo contido sobre a perspectiva econômica. Os comentários, manifestados na teleconferência para presidentes de Bancos Centrais reunidos em Berlim, sugeriram que o Banco Central norte-americano estaria cada vez menos inclinado a cortar suas taxas de juros no encontro de seu Comitê de Mercado Aberto nos dias 24 e 25 de junho. No entanto, Greenspan não descartou totalmente essa hipótese, afirmando que a perspectiva econômica não está, de nenhum modo, clara.Greenspan citou "a dramática reversão em todos os diferentes elementos" que estavam limitando a economia antes da guerra contra o Iraque, incluindo o declínio dos preços das ações e o aumento dos custos associados a petróleo. Segundo o presidente do Fed, os dados econômicos mais recentes sugerem que a economia estaria se "estabilizando" e previu que a proposta de corte de US$ 350 bilhões em impostos, aprovada no final do mês passado, deverá estimular os gastos dos consumidores e a criação de empregos. "Eu espero que o crescimento se acelere", disse Greenspan, ressaltando que a aceleração não deverá ocorrer com a intensidade prevista por economistas. "Tudo parece está encaixado", afirmou. A maioria das analistas prevê uma expansão de quase 4% da economia norte-americana no segundo semestre de 2003.

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