Gregos ainda guardam € 20 bilhões fora dos bancos

Apesar do elevado montante, depósitos do sistema bancário do país começam, lentamente, a retornar

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 11h57

ATENAS - Os depósitos estão começando lentamente a retornar para os bancos da Grécia após a vitória do partido Nova Democracia nas eleições nacionais no último domingo reduzir os temores que o país pudesse sair da zona do euro, afirmou o jornal nacional Kathimerini.

Estima-se, contudo, que os gregos estão escondendo cerca de 20 bilhões de euros em suas casas, porque consideram isso mais seguro do que manter o dinheiro no banco, enquanto outros estão usando armários de segurança dos bancos.

O jornal afirmou também que houve um ligeiro aumento no retorno dos depósitos nos últimos dois dias. Entre 100 milhões de euros a 200 milhões de euros (de US$ 126 milhões a US$ 253 milhões) foram depositados nos bancos do país até agora nesta semana, enquanto as retiradas dos depósitos, que atingiram um nível diário de cerca de 800 milhões de euros antes das eleições - pararam, reportou o Kathimerini, citando fontes bancárias.

Segundo o jornal, as retiradas bancárias subiram para um pico de 12 bilhões de euros até 15 de junho, de 3 bilhões de euros no início deste mês, após os gregos entrarem em pânico e retirarem os depósitos, temendo uma turbulência se o partido contrário ao pacote de socorro do país vencesse as eleições e a Grécia deixasse posteriormente a zona do euro.

O jornal disse que os banqueiros estão otimistas de que o dinheiro continuará a voltar aos bancos do país nos próximos dias.

Durante os dois últimos anos, as retiradas dos depósitos ficaram em uma média de entre 2 bilhões de euros e 3 bilhões de euros por mês.

Até o fim de 2011, a balança de depósitos das empresas e famílias da Grécia recuou para 174,2 bilhões de euros, de 209,6 bilhões de euros no fim de 2010, registrando uma queda de 16,8% em bases anuais. Os depósitos diminuíram 90 bilhões de euros desde 2008, quando a crise econômica começou.

Os economistas alertaram há muito tempo que poderia haver uma corrida aos bancos se a população temesse que uma saída da Grécia da zona do euro fosse iminente e que as suas poupanças em contas bancárias pudessem ser convertidas em uma nova moeda nacional fraca, o dracma. As informações são da Dow Jones.

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