Gregos não tinham outra opção para contornar a falta de crédito

Apelar ao socorro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), aos olhos dos analistas econômicos, era de fato a única alternativa que restava ao governo da Grécia. Desde o meio da semana, quando o ágio cobrado pelo mercado sobre os títulos gregos chegou à casa dos 8,5% para empréstimos de longo prazo, o país assumiu o quarto lugar em um ranking nada bom para sua credibilidade externa: o que reúne as nações com maior risco para os investidores internacionais.

, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2010 | 00h00

Outro motivo de preocupação é que, à frente dos gregos, estão apenas países que decretaram moratória entre 1999 e 2005, casos da Argentina, da Venezuela e do Paquistão. Na avaliação do mercado, a chance de default na Grécia nos próximos cinco anos chega a 40%. Isso porque o custo de proteção contra uma eventual falência, medido por credit default swaps (CDS), chegou a 644,1 pontos, um recorde em se tratando de Europa. Ainda segundo dados do gabinete CMA DataVision, de Londres, a Grécia superou até a Ucrânia entre os países com maior risco, depois de já ter deixado para trás, em abril, a Letônia e a Islândia - que recebeu ajuda do FMI e cuja população recusou um projeto governamental para reembolsar o Reino Unido e a Holanda. Até Dubai, que tropeçara nas contas há meses, foi passado.

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