Gregos veem medidas de austeridade como necessárias--pesquisa

As medidas de austeridade fiscal do governo socialista da Grécia para controlar as finanças públicas são vistas como necessárias, mas insuficientes, segundo pesquisa publicada neste domingo.

REUTERS

14 de fevereiro de 2010 | 14h11

Sob pressão dos mercados e dos demais países da União Europeia, a Grécia irá congelar os salários e cortar pagamentos do funcionalismo público como parte de sua tentativa de reduzir o déficit em 4 pontos percentuais, para 8,7 por cento do Produto Interno Bruto.

O governo planeja cortar o déficit para abaixo do limite da UE de 3 por cento até 2012.

A pesquisa deste domingo, feita pela Alco para o jornal Proto Thema, mostrou que 65 por cento das pessoas ouvidas consideram as medidas de austeridade necessárias, mas apenas 41,1 por cento acham que elas serão suficientes para alcançar as metas do governo.

Segundo o levantamento, 51,3 por cento dos cidadãos acham que o governo demorou em anunciar o pacote de medidas e 60,7 por cento acreditam que os esforços estão na direção correta.

Apesar dos cortes nos salários, 55,9 por cento das pessoas ainda acreditam que os funcionários públicos têm vantagem ante os do setor privado, e 63,7 por cento culpam os políticos pela crise.

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