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Greve ameaça abastecimento de combustível na Argentina

O abastecimento de combustíveis na Argentina está ameaçado por causa de uma greve de 36 horas organizada pelo Sindicato de Petróleo e Gás de Neuquén, Río Negro e La Pampa, iniciada a zero hoje de hoje. Os grevistas reivindicam o fim das férias coletivas para três mil trabalhadores do setor. Pela lei trabalhista argentina, o regime de férias coletivas paga ao trabalhador somente 70% do valor do salário.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

07 de maio de 2009 | 16h00

O sindicato tentou até ontem à noite uma negociação com o Ministério do Trabalho para garantir a volta dos funcionários em férias ao trabalho. "As negociações fracassaram", disse o presidente do sindicato, Guillermo Pereyra, que anunciou ainda que outros sindicatos das demais províncias produtoras de petróleo e gás "poderão aderir à greve". Fontes das empresas petrolíferas afirmaram que as companhias estão dispostas a garantir a estabilidade no emprego dos contratados pelo menos até julho e manter investimentos para reintegrar os que estão em férias coletivas. Mas o sindicato afirma que os empresários ofereceram cobrir somente "um terço das vagas que ficaram abertas com as férias coletivas".

A província de Neuquén é a principal produtora de petróleo do país e qualquer greve por um prazo maior que 24 horas nesta região pode afetar o abastecimento de combustível na Argentina. O conflito trabalhista começou há algumas semanas, quando o sindicato denunciou as petrolíferas de "violar o acordo de paz social" assinado em novembro de 2008, pelo qual as companhias se comprometem a não demitir nem dar férias coletivas por um período de seis meses. A trégua vence no final de maio, mas as férias coletivas já começaram e o sindicato quer uma prorrogação deste acordo.

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