Greve ameaça parar Pólo Industrial de Manaus

Com a greve dos auditores da Receita Federal, iniciada nesta terça-feira, o setor de importações e exportações do Pólo Industrial de Manaus corre o risco de simplesmente ter seu fluxo paralisado. Como os auditores não estão fiscalizando as mercadorias que entram e saem através do aeroporto Eduardo Gomes e do Porto Privatizado de Manaus, já existe a possibilidade de algumas indústrias interromperem a produção. Sem a entrada de mercadorias importadas, a indústria não tem condições de produzir.O presidente do Sindicato dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Marcelo Liporace Donato, garante que o movimento continuará por tempo indeterminado, uma vez que a proposta do governo não contempla a reivindicação da categoria. "O governo quer conceder um aumento de 0% a 49% em gratificação, ou seja, um aumento diferenciado para cada pessoa, queremos reajuste para todos", disse ele.Os auditores pedem reajuste de 100% e reivindicam o mesmo reajuste para os aposentados. "O governo apresentou uma proposta de 9% de reajuste para os aposentados, queremos o mesmo salário para todos", disse o presidente. Ainda segundo Donato, nos quatros primeiros dias de greve, a categoria irá definir as estratégias de paralisação. "Até sexta-feira estaremos estudando como iremos desenvolver a greve", disse ele.Já o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas, Maurício Loureiro, está muito preocupado com a paralisação dos auditores. Baseado no ocorrido na última greve, ano passado, os prejuízos para as empresas do Pólo Industrial de Manaus são incalculáveis. "Ano passado, perdermos em torno de U$S 27 milhões, sem falar nas oportunidades de negócios agregados", explicou Loureiro.

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