Greve atinge 90% do sistema Eletrobrás, estima Aeel

Funcionários do sistema Eletrobrás, inclusive os das distribuidoras federalizadas no Norte e Nordeste, estão neste momento de greve por tempo indeterminado

Wellington Bahnemann, Agencia Estado

15 de julho de 2013 | 10h41

SÃO PAULO - Em torno de 80% a 90% dos funcionários do sistema Eletrobrás, inclusive os das distribuidoras federalizadas no Norte e Nordeste, estão neste momento de greve por tempo indeterminado. A paralisação tem como objetivo retomar as negociações entre a administração da estatal e as entidades sindicais, interrompidas desde a última reunião, ocorrida em 04 de julho. "Não queremos estar em greve, mas queremos a retomada das negociações", afirmou o diretor da Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel), Emanoel Torres.

Na manhã de hoje, cerca de 50 pessoas estavam concentradas na frente da sede da Eletrobrás, na Avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro. De acordo com Torres, as equipes de operação que entraram no turno da noite não serão rendidas, enquanto as equipes de manutenção não realizarão seus serviços. O sindicalista, no entanto, garantiu que a greve não coloca em risco a operação do sistema Eletrobrás, responsável por gerar e transmitir boa parte da energia consumida no Brasil.

De acordo com Torres, o impasse nas negociações do acordo coletivo estão em torno do reajuste salarial. Enquanto a Eletrobrás está oferecendo o IPCA, que seria em torno de 6,5%, os trabalhadores querem 6,88% de aumento, calculado pelo Dieese, mais 4,3% que seria relativo ao crescimento do consumo de energia residencial no ano passado. "A Eletrobrás ofereceu o IPCA e disse que não tinha mais nada a oferecer", disse.

A Eletrobras é responsável por 35,5% do total da capacidade de geração do Brasil. São 37 usinas hidrelétricas, 120 termelétricas, três eólicas e duas termonucleares. Mais da metade das linhas de transmissão do Brasil e seis empresas distribuidoras são operadas pela Eletrobrás.

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