PRF
PRF

Com ameaça de greve dos caminhoneiros, governo diz que todas as rodovias federais têm fluxo livre

CNTRC é um dos organizadores da paralisação de caminhoneiros, chamada para domingo, 25; realização da greve, contudo, não é unanimidade entre os representantes dos transportadores rodoviários

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2021 | 08h30
Atualizado 26 de julho de 2021 | 16h26

Em meio a uma possibilidade de greve de caminhoneiros no País, o Ministério da Infraestrutura e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgaram comunicado no qual informam que, às 11h30 desta segunda-feira, 26, todas as rodovias federais, concedidas ou sob administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), encontram-se com o livre fluxo de veículos. 

Durante a madrugada e início da manhã, a PRF reportou ocorrências envolvendo aglomerações às margens de rodovias e algumas tentativas de retenção em 6 Estados. Todas foram debeladas com a chegada de efetivos da PRF ou de autoridades locais. Segundo o governo, até as 7h30 desta segunda, o volume de ocorrências era 3 vezes menor do que o registrado no mesmo período do dia 1º de fevereiro de 2021, data da última tentativa de mobilização. Para as 11h30, o cenário, de acordo com o Ministério da Infraestrutura, em todos os terminais portuários "sob gestão federal, privada ou delegada" estava sem restrição de operação.  

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) é um dos organizadores da paralisação de caminhoneiros, chamada para domingo, 25, Dia Nacional do Motorista. A realização da greve, contudo, não é unanimidade entre os representantes dos transportadores rodoviários.

Entidades como Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens-SP) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) decidiram não participar dos atos. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que representa 800 mil caminhoneiros autônomos, não orientou seus associados sobre a adesão ao protesto. 

 

O ministério relata, ainda, que cerca de 20 manifestantes portando faixas realizam manifestação pacífica na entrada do Porto de Santos, no litoral paulista. "O trânsito permanece liberado com acompanhamento de autoridades locais e a operação dos terminais segue normalmente", diz a nota. 

De acordo com o Grupo CCR, que administra várias rodovias pelo Brasil, não há bloqueios nos seguintes trechos de concessionárias: NovaDutra, que liga São Paulo e Rio de Janeiro; AutoBAn, conexão de São Paulo à região de Campinas,  SPVias, ligação entre São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul; ViaOeste, que conecta a capital paulista ao oeste do Estado de São Paulo; RodoAnel, responsável pelo trecho oeste do Rodoanel Mario Covas; ViaCosteira, que faz conexão entre Santa Catarina e a divisa do Rio Grande do Sul, ViaSul, no Rio Grande do Sul; RodoNorte, que compreende principalmente a região do Paraná; MSVia, que cruza o Mato Grosso do Sul; ViaLagos, que liga Rio Bonito a São Pedro de Aldeia, no Rio de Janeiro. 

Porto de Santos 

A entrada e saída de caminhões no Porto de Santos seguiu normal na manhã desta segunda-feira, informou a Autoridade Portuária de Santos (SPA), em nota enviada ao Estadão/Broadcast. Segundo a SPA, empresa que administra o cais de Santos, não há interrupção no fluxo de veículos que acessam o terminal, apesar de protestos pontuais serem registrados no entorno do terminal.

A SPA afirmou que, na margem direita do terminal, entrada do Porto por Santos, cerca de 20 manifestantes carregando faixas realizam manifestação pacífica. "O trânsito permanece liberado, com acompanhamento de autoridades locais, e a operação dos terminais segue normalmente", disse a SPA. Na margem esquerda, região de Guarujá, o acesso ao porto ocorre normalmente, pela Rodovia Domênico Rangoni.

Os atos próximos ao terminal portuário de Santos são realizados de forma isolada por transportadores autônomos, segundo o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam). No domingo, o presidente do Sindicam, Luciano Santos, afirmou à reportagem que a entidade ainda avalia a adesão ao movimento e que "não apoia e nem desapoia" os atos. "Na sexta-feira (23), fomos procurados por alguns motoristas autônomos. Avaliamos as reivindicações e pedimos um prazo até quarta-feira para tomar a decisão", disse Santos. Segundo ele, manifestações isoladas de transportadores autônomos da região tendem a não afetar a operação dos portos de Santos, Guarujá e Cubatão.

Transportadores rodoviários ligados aos terminais portuários da Baixada Santista pedem a instalação de um posto fixo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no Porto de Santos para fiscalizar o pagamento do frete mínimo pelas empresas que atuam no cais. O atual patamar do valor do óleo diesel e o não cumprimento da tabela do frete rodoviário também são citados entre as reclamações dos transportadores, segundo o presidente do Sindicam da região. / COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIA ESTADO, FELIPE SIQUEIRA E ISADORA DUARTE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.