Greve da Receita ganha adesão no Porto de Santos

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura mais de 45 dias, deve ganhar amanhã o reforço dos profissionais que trabalham no Porto de Santos, que iniciam uma paralisação de 72 horas. Além disso, o aeroporto de Guarulhos também vai parar de terça até quinta-feira. "É um reforço de peso, sobretudo o Porto de Santos que é o maior da América Latina", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Carlos André Nogueira. A paralisação pode afetar a balança comercial.Nogueira informou ainda que auditores de cerca de quarenta locais do Brasil entregaram seus cargos de chefia em protesto contra a postura do governo em relação às reivindicações da categoria. Segundo ele, o movimento visa demonstrar a insatisfação com o tratamento que a equipe econômica, especialmente o ministério do Planejamento, tem dado ao movimento. "Efetivamente, o governo ainda não começou a negociar conosco", afirmou.O Unafisco não tinha um número exato de quantos auditores entregaram suas funções de confiança, mas já havia contabilizado mais de 200. O movimento, entretanto, não atingiu postos muito elevados, ficando limitado a chefias de divisão e de seções, subordinadas a delegacias e superintendências da Receita Federal. De qualquer forma, Nogueira ressalta a importância da ação por mostrar que o movimento de greve está crescendo. "É mais complicado para um auditor com cargo de confiança fazer paralisação", argumentou.Nogueira informou que a greve tem adesão de cerca de 70% da categoria. Amanhã, às 14 horas, os auditores realizam uma manifestação em frente ao Ministério da Fazenda para cobrar uma proposta do governo. A partir das 17 horas, o movimento vai para o Congresso pedir apoio à mobilização. Os auditores querem mais que dobrar o piso salarial da categoria, passando de R$ 7,5 mil para R$ 16 mil. Reivindicam também uma menor distância entre as faixas salariais da categoria e que o teto salte de R$ 10 mil para R$ 20 mil.O governo joga com o tempo, já que a partir de julho, por conta da lei eleitoral, não pode promover aumentos salariais. Nogueira tenta mostrar que o curto espaço de tempo não preocupa. "Queremos negociar. Reajuste neste ano é parte da negociação. Queremos uma nova política salarial e para isto há tempo", disse, lembrando que projetos de reajustes para 2007 podem ser enviados ao Congresso até o fim de julho.Entrega de cargos Auditores fiscais da Receita Federal de cerca de quarenta locais do Brasil entregaram seus cargos de chefia em protesto contra a postura do governo em relação às reivindicações da categoria. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Carlos André Nogueira, o movimento visa demonstrar a insatisfação com o tratamento que a equipe econômica, especialmente o ministério do Planejamento, tem dado ao movimento. "Efetivamente, o governo ainda não começou a negociar conosco", afirmou Nogueira.O Unafisco não tinha um número exato de quantos auditores entregaram suas funções de confiança, mas já havia contabilizado mais de 200. Mas o movimento não atingiu postos muito elevados, ficando limitado a chefias de divisão e de seções, subordinadas a delegacias e superintendências da Receita Federal. De qualquer forma, Nogueira ressalta a importância da ação pelo fato de que mostra o movimento de greve está crescendo. "É mais complicado para um auditor com cargo de confiança fazer paralisação", argumentou.

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