Leitora Kátia Oliveira
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Greve de caminhoneiros deixa a cidade de São Paulo em clima de feriado nesta tarde de 6ª feira

Sem combustível, postos de gasolina estavam vazios; medo de 'ficar na rua' fez motoristas deixarem o carro em casa; movimento está menor na região da 25 de Março

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 12h50
Atualizado 25 Maio 2018 | 16h45

SÃO PAULO - A paralisação dos caminhoneiros deixou a capital paulista em clima de feriado. Por volta das 16h30, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 18 quilômetros de lentidão, índice bem abaixo do registrado em dias normais, que costuma ficar entre 75 e 95 km. Mais cedo, por volta das 12h, a CET informou que havia 21 quilômetros de lentidão. A média para o horário fica entre 39 e 65 km.

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A situação do trânsito na cidade permanece tranquila nesta tarde. Somente na Marginal do Pinheiros há manifestação de caminhoneiros. Grupo interdita a pista expressa, no sentido de Interlagos, na altura da Ponte João Dias.

No início da tarde, a situação estava complicada nas proximidades da manifestação de vans escolares na Marginal do Tietê. Por volta das 13h, os manifestantes seguiam pela Avenida 23 de Maio, no sentido do centro, perto do Viaduto Tutóia. Eles também passaram pela Avenida Paulista. No fim da manhã, os veículos seguiram em carreata, no sentido da rodovia Ayrton Senna, para acessar a Avenida Santos Dumont. Pela manhã, dois grupos estavam na Marginal do Tietê, um no sentido da Rodovia Castelo Branco, altura da Ponte do Tatuapé e o outro, no sentido da Rodovia Ayrton Senna, altura da Ponte Freguesia do Ó.

Avenidas que costumam ter grande fluxo de carros também estavam praticamente vazias nesta manhã, como é o caso da Avenida Francisco Matarazzo, em Perdizes, na zona oeste da cidade.

No tradicional centro comercial da 25 de Março, não havia grande movimentação de consumidores. Vendedores disseram que a greve dos caminhoneiros intimidou também os clientes da região. "Sexta-feira geralmente é um dia mais movimentado. A gente observou que o protesto atrapalhou a vinda de consumidores", disse Jaqueline que trabalha em uma loja de fantasias na Rua Barão de Duprat.

Apesar da frota reduzida de ônibus nesta sexta-feira em razão da falta de combustível, motoristas preferiram deixar o carro em casa. "Dá mais medo de ficar sem gasolina no trânsito do que enfrentar ônibus lotado e longa espera nos pontos e terminais", ressaltou a estudante Simone dos Santos.

A falta de combustível também deixou os postos vazios nesta sexta-feira. Até a noite de quinta-feira, filas se formavam nos estabelecimentos que ainda tinham gasolina. Nesta sexta, funcionários apenas conversavam e limpavam o local. 

As estradas que cruzam a capital paulista também não apresentavam congestionamento no início da tarde desta sexta-feira. Concessionárias registram bloqueios apenas em razão dos protestos de caminhoneiros. 

CET suspende multa por 'pane seca' nesta sexta-feira

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que não vai multar os carros que tiverem "pane seca" nesta sexta-feira, 25, em São Paulo. O problema é verificado no carro pela ausência de combustível. A informação foi divulgada na manhã desta sexta.

De acordo com o artigo 180 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração pode gerar multa e a remoção do veículo. "Ter o seu veículo imobilizado na via por falta de combustível: infração - média; penalidade - multa; medida administrativa - remoção do veículo". 

O valor da multa é de R$ 130,16, mais quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). 

A CET também lembra que o rodízio municipal foi suspenso na quinta-feira, 24, e sexta-feira, por causa da redução de circulação dos ônibus na cidade. 

Litoral. A Dersa informa que, em razão da impossibilidade de abastecimento das embarcações em virtude da greve dos caminhoneiros, a companhia decidiu colocar em prática medidas de economia de combustível a partir desta sexta-feira.

A Travessias Litorâneas administradas pela companhia irá operar com capacidade reduzida, poupando alguns ferryboats para prolongar ao máximo o estoque de diesel. Além disso, as viagens ocorrerão com taxa máxima de ocupação nas embarcações.

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