Greve de fiscais não afeta setor exportador, diz ministro

Segundo Reinhold Stephanes, greve dos fiscais agropecuários teve fraca adesão

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h46

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse na tarde desta segunda-feira, 18, que a greve dos fiscais agropecuários ainda não pode ser considerada um problema por conta da fraca adesão do setor, embora a Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) afirme que a paralisação do setor ocorre em todo o País. "Pelo menos, neste momento, a greve dos fiscais sequer existe porque há uma adesão extremamente pequena", afirmou o Stephanes."Não há nenhuma justificativa para a realização da greve, porque os representantes do setor têm sido atendidos, inclusive por mim". Segundo o ministro, os assuntos de interesse da categoria estão sendo discutidos, mas é preciso tempo. Stephanes considera a greve precipitada, especialmente no momento em que o ministério está admitindo cerca de 400 profissionais.Sobre o processo de reestruturação da carreira, o ministro explicou que a comissão para tratar do assunto foi reativada, mas observa que esta é uma "reivindicação de 30 anos". "Não se reestrutura uma carreira em trinta, sessenta dias ou noventa dias", disse. Para ele, é necessário muito debate para se estabelecer de que forma será feita a reestruturação da carreira. "Acho que ainda não existe um consenso, nem entre as categorias que fazem esta reivindicação." Para a Anffa, a greve conta com adesão em todo o País. "Neste primeiro dia de greve em todo o Brasil, a adesão à greve é total", afirmou o presidente da Anffa, Luiz Fernando Carvalho. Segundo ele, apenas 30% da categoria está trabalhando para cumprir determinação da lei, garantindo o embarque de produtos perecíveis. Na terça, às 17h30, a Anffa se reunirá com o novo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Douvanier Paiva Ferreira, para tratar das reivindicações da categoria. O vice-presidente da associação, Wilson Roberto de Sá, afirmou que se não houver o encontro amanhã os fiscais poderão "radicalizar o movimento", dando a entender que até os fiscais que garantem 30% das operações também poderão paralisar as atividades. Segundo Carvalho, o ministério conta com 3.500 fiscais federais agropecuários. A categoria está reivindicando a reestruturação da carreira de Fiscal Federal Agropecuário (FFA), o pagamento imediato do passivo dos médicos veterinários e o encaminhamento da proposta para a criação da Escola Superior de Fiscalização Federal Agropecuária.

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