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Greve de petroleiros atinge 11 refinarias e 58 unidades marítimas

Segundo a Federação Única dos Petroleiros, a produção foi reduzida em 400 mil barris por dia somente na Bacia de Campos

Antonio Pita, Fernanda Nunes e Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2015 | 16h39

Atualizado às 21h20

RIO - Após reunião com representantes da Petrobrás nesta segunda-feira, 9, os sindicalistas decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Na segunda semana de paralisação, 11 refinarias já têm a produção afetada, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), responsável pela mobilização de 13 sindicatos. O movimento também atinge 58 plataformas e unidades de serviços em alto mar. A Petrobrás estima uma perda de produção superior a 700 mil barris de óleo desde o início da mobilização. 

Representantes da Petrobrás se reuniram hoje pela manhã com a FUP e à tarde com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), entidade dissidente que reúne cinco sindicatos. Não houve consenso nas reuniões. Segundo os sindicalistas, a companhia ouviu as demandas apresentadas pela categoria sem ter posição oficial. A Petrobrás indicou que novo encontro pode ocorrer esta semana.

“A Petrobrás apresentou, com cem dias de atraso, uma proposta vaga, com a criação de grupos de trabalho que não têm objetivo claro. No momento em que todas as petroleiras passam por dificuldades, não pedimos 1% de reajuste salarial, queremos discutir a situação da companhia”, afirmou José Maria Rangel, coordenador da FUP. A entidade é contrária à venda de ativos da estatal e ao corte de 37% nos investimentos anunciados pela Petrobrás.

Corte na produção. De acordo com o balanço divulgado pela FUP, a produção foi reduzida em 400 mil barris de petróleo por dia somente na Bacia de Campos. A FUP fala em impactos também na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Ceará e no Espírito Santo. 

Entre as refinarias, estão sem troca de turno desde o início do movimento 11 unidades, entre elas as duas principais, a Replan (Paulínia, SP) e a Reduc (Duque de Caxias, RJ), onde a estimativa é de uma redução de até 30 mil barris de óleo refinados por dia. 

Os sindicalistas realizam piquetes nos acessos às refinarias, dificultando a entrega de matéria prima e a produção de combustíveis, como gasolina e diesel. 

A Petrobrás descarta risco de desabastecimento até o momento. Segundo fontes, a empresa tem entre 15 e 30 dias de estoques, a depender do produto. A preocupação da diretoria da empresa é com o impacto de uma greve prolongada de caminhoneiros, iniciada nesta segunda-feira. 

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