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Greve deixa sem aula 5 milhões de alunos na Argentina

Mais de 5 milhões de alunos, de um total de 6,5 milhões em todo o país, ficaram sem aulas hoje, o primeiro dia escolar argentino. O motivo foi a greve de professores das escolas públicas, que paralisaram suas atividades em protesto contra os cortes salariais, além dos atrasos nos pagamentos. A paralisação atingiu metade das províncias argentinas, entre elas, as mais habitadas. O presidente Eduardo Duhalde, que havia viajado até a cidade de Ushuaia, no extremo sul do país, para inaugurar o ano escolar, pediu aos professores que voltem às aulas. Duhalde argumentou professores não são os únicos que estão passando por sacrifícios, mas também o governo central e as províncias.A crise do ensino argentino começou em meados dos anos 90, quando o governo do ex-presidente Carlos Menem (1989-1999) transferiu a administração e os custos das escolas públicas às províncias. Esta transferência fez as finanças provinciais entrarem em colapso, registrando uma disparada dos déficits fiscais.Os professores também reclamam contra a política salarial de algumas províncias, nas quais o pagamento dos salários é feito integralmente em bônus, ou moedas paralelas com as quais os governos provinciais pagam os funcionários públicos e fornecedores do Estado. O problema para os docentes é que em diversas províncias os comerciantes rechaçam estes bônus.Outra reivindicação feita ao governo do presidente Eduardo Duhalde é que sejam tomadas medidas imediatas contra o abandono escolar, que ocorre principalmente no segundo grau. Segundo Marta Maffei, líder do CTERA, o sindicato dos professores públicos, nunca antes os docentes e o ensino na Argentina enfrentaram ?um momento tão difícil como o atual. EvasãoNa província de Buenos Aires, onde estudam 4 milhões de alunos, o governo registrou um abandono das escolas públicas por parte de 150 mil jovens que não continuariam seus estudos neste ano. Este abandono se deveria à necessidade destas crianças e adolescentes de trabalhar para ajudar no sustento familiar. Além disso, estes jovens não teriam dinheiro para pagar o transporte até a escola ou comprar cadernos e canetas. O setor privado também está sendo duramente atingido. Mais de 250 mil alunos não voltaram à matricular-se neste ano na província de Buenos Aires.

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