Greve diminui e 70% retornam a obras em Suape

A greve dos 55 mil trabalhadores nas obras de construção da Refinaria Abreu e Lima e da Petroquímica Suape, no município metropolitano de Ipojuca, perdeu força e 70% dos operários retomaram ontem as atividades.

ANGELA LACERDA / RECIFE, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 02h06

Sem poder realizar assembleia com os trabalhadores na portaria da refinaria, por decisão judicial, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada em Pernambuco (Sintepav-PE), Aldo Amaral, afirmou que restam poucas pendências a serem tratadas e que amanhã a paralisação, iniciada em 30 de outubro e considerada ilegal pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6.ª Região, deve acabar.

As pendências se referem à reivindicação de abono dos dias parados e reversão de 50 demissões por justa causa. A equiparação salarial - principal motivo da paralisação - "está praticamente alinhada", de acordo com Amaral. Os operários reclamavam de diferença de até 47% na remuneração de uma mesma função, já que as empresas dos consórcios responsáveis pelas obras têm políticas salariais diferentes.

Belo Monte. A Polícia Civil de Altamira do Pará concluiu as investigações sobre a ação de trabalhadores em canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte e indiciou cinco trabalhadores, sendo três do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) e dois de uma empreiteira, pelos crimes de incêndio, formação de quadrilha e danos ao patrimônio. Eles estão presos na delegacia de Altamira do Pará há oito dias. No dia 12 de novembro, um grupo de trabalhadores destruiu os três principais canteiros de obras da usina,

O CCBM, por meio de sua assessoria, informou que "as seguradoras já concluíram as vistorias nos canteiros, mas o resultado não será divulgado - por razões contratuais". Disse ainda que "os trabalhos seguem normalmente" desde sexta-feira. E acrescentou que as "instalações danificadas foram recuperadas, e toda a estrutura refeita para que o trabalho possa ser desenvolvido com as condições ideais".

A advogada da central sindical CSP-Conlutas, Anacely Rodrigues, que acompanha o caso, disse que "as provas contidas nos autos não provam nenhuma das acusações feitas aos operários". Ela conversou com a defensoria pública, que já pediu a libertação dos presos. A advogada integra uma comissão da central que viajou de São Paulo a Altamira para acompanhar os trabalhadores. O inquérito foi encaminhado para a 3.ª Vara criminal do município. / COLABOROU FÁTIMA LESSA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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