Greve diminui nos bancos privados do DF

A adesão dos bancários à paralisação da categoria diminuiu nos bancos privados mas ficou mais forte nos bancos oficiais, disse nesta sexta-feira o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Jacy Afonso de Melo. Segundo ele, apenas metade das agências privadas no Distrito Federal continuam de portas fechadas. Melo afirmou que os bancos estão fazendo "ameaças veladas de demissão" para aqueles que continuarem o movimento. Já as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF), de acordo com o sindicalista, estão 100% fechadas e 90% dos funcionários participam da paralisação.Melo disse que os bancos oficiais ainda não procuraram o Comando de Greve para negociar uma solução para o pagamento dos aposentados, que estão tendo que usar os caixas de auto-atendimento. "Nós achamos que temos condições de discutir isso", afirmou. NegociaçãoO sindicalista disse ainda que a categoria, em greve a 17 dias, espera que o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala, consiga, em reunião na tarde desta sexta, convencer os representantes dos bancos privados a retomar as negociações e a marcar uma reunião com o Comando Nacional de Greve para segunda-feira.Vantuil se propôs ontem a intermediar informalmente as negociações entre os bancos e os bancários. Os grevistas reivindicam reajuste de 25% enquanto que os bancos oferecem 8,5%. A categoria no Distrito Federal tem assembléia marcada para 17h, depois do encontro entre representantes dos bancos e o presidente do TST, para discutir a continuidade e a organização do movimento.

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