Greve do transporte público em SP atrapalha ida de pacientes a hospitais

Nesta sexta-feira,  apenas algumas pessoas aguardavam na sala de espera do Hospital Mandaqui.  Segundo funcionários, a greve dos metroviários e motoristas de ônibus impactou na rotina da unidade médica

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 13h36

Quem tinha consulta médica agendada para esta sexta-feira, 28, precisou buscar alternativas para chegar no horário marcado. A dona de casa Célia Ivone veio com a irmã ao Hospital Mandaqui, na zona norte de São Paulo. "A greve é muito ruim para quem depende do transporte público. Minha irmã mora na região. Eu sou de Campo Grande,  em Mato Grosso do Sul. Eu venho para acompanhá- la ao médico.  Nós conseguimos carona para vir, mas agora vamos voltar para casa de táxi", acrescentou.

A estudante Thalya Guedes, de 17 anos, também critica a paralisação. "Fica super difícil  para se deslocar e não dá para perder uma consulta que demora mais de quatro meses para ser agendada, depois de muita insistência", desabafou.

Nesta sexta-feira,  apenas algumas pessoas aguardavam na sala de espera do Hospital Mandaqui.  Segundo funcionários, a greve dos metroviários e motoristas de ônibus impactou na rotina da unidade médica.

Para não perder o dia de trabalho, muitos trabalhadores pegaram carona com amigos ou vieram com transporte oferecido pelas empresas, nesta sexta. A auxiliar de limpeza Cristina Rosa foi uma delas. "Eu moro na zona leste e trabalho na zona norte da cidade, e vim hoje de carona", ressaltou.

Por volta das 6 horas da manhã, vans contratadas por empresas, além das clandestinas, buscaram funcionários na estação Corinthians-Itaquera, na zona leste, para facilitar o deslocamento dos trabalhadores. Uma van com o logo do Hospital Sancta Maggiore, localizado no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, também pegou os funcionários em Itaquera.

A auxiliar de produção Roseli Alves também conseguiu chegar ao trabalho porque a empresa ajudou no deslocamento.

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