Greve dos bancários atinge 5% das agências do País

A greve iniciada nesta quinta-feira pelos bancários de 20 Estados brasileiros atingiu 5% das agências do País, segundo as primeiras informações divulgadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A Assessoria de Imprensa da entidade destacou que não foram causados transtornos significativos à população e que, no final da tarde de hoje, deverá ser divulgado um balanço parcial da paralisação dos trabalhadores.Os bancários rejeitam a proposta, de reajuste salarial de 4% e abono de R$1.000, apresentada no dia 20 de setembro pela Fenaban. A principal reivindicação da categoria, que tem data-base em 1º de setembro e conta com 400 mil trabalhadores em todo o Brasil, é um aumento 11,77% nos salários.Ontem à noite, conforme divulgou a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), assembléias em todo o País decidiram pela paralisação por tempo indeterminado. Com exceção do Distrito Federal e dos Estados Santa Catarina, Rondônia e Roraima, que devem realizar novas assembléias até o fim da tarde, e dos Estados de Goiás, Amazonas e Tocantins, que não são filiados à CNB, os demais Estados brasileiros confirmaram adesão à greve.Agressões e prisões em São PauloA confederação nacional da categoria deve divulgar o primeiro balanço da paralisação no País ainda nesta tarde. Já o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que, até as 13h30, cerca de 160 locais de trabalho estavam parados, com abrangência de aproximadamente 25 mil trabalhadores de um total de 106 mil na região.A partir das 17 horas, os bancários da capital paulista devem fazer passeata pelas ruas da região central da cidade, saindo da Praça do Patriarca. Antes da caminhada, fazem assembléia para avaliar o movimento e referendar a continuidade da greve.De acordo com o sindicato, houve violência na atuação da Polícia Militar, com agressões e prisões de dois sindicalistas, nas agências do Bradesco da região central, para cumprir ordem da instituição, de permitir a abertura normal das agências, no início da manhã. Marcos Antonio do Amaral (camisa verde), sindicalista e funcionario, preso após tentar impedir a entrada de funcionarios em agência do Bradesco, em SPOs dois manifestantes que foram detidos hoje de manhã, Marcos Amaral, dirigente do Sindicato, e Dirceu Travesso, bancário e ex-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSTU, já foram liberados.A Fenaban recomenda aos usuários dos serviços bancários que utilizem outros meios como os postos eletrônicos de auto-atendimento, call centers, Internet e os cerca de 50 mil correspondentes bancários (como lotéricas) espalhados pelo Brasil.Situação no ParanáNo primeiro dia, a greve dos bancários atingiu poucas agências no Paraná. Mas houve confusão em alguns centros administrativos em Curitiba, em razão de ter sido convocada a força policial para fazer cumprir um interdito proibitório conseguido pelos bancos, impedindo os piquetes. A presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Marisa Stédile, disse que a greve será construída "progressivamente".O sindicato alegou que as agências não estavam em sua prioridade, por ser dia de pagamento dos aposentados. Por isso, escolheram os centros administrativos, de processamento de dados e de telemarketing para os protestos. Mas foram surpreendidos com as decisões judiciais que beneficiaram os bancos particulares e com a Polícia Militar. A previsão é de multa de R$ 30 mil por dia por descumprimento.Os sindicalistas tentaram impedir a entrada dos funcionários do HSBC nos três centros administrativos. Depois de bate-boca com oficiais de Justiça e ataques verbais aos policiais, a direção do sindicato foi vencida por bancários que entraram pelas portas dos fundos. À tarde, a entrada já estava franqueada.Na sede da Caixa Econômica Federal, no centro de Curitiba, o piquete foi melhor sucedido e poucos funcionários conseguiram entrar. De acordo com o sindicato, aproximadamente 40 das 380 agências bancárias foram fechadas, sobretudo nos bairros de Curitiba. Nas principais cidades do interior do Estado, a greve também ficou restrita a poucas agências. Banco do BrasilA Assessoria de Imprensa do Banco do Brasil informou que, do total de 3.618 agências de varejo da instituição em todo o País, apenas 62 estão paralisadas em virtude da greve dos bancários e que apenas 8,5% dos 84 mil funcionários do BB aderiram ao movimento grevista.

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