Greve dos bancários chega ao fim em quase todo o País

Funcionários da Caixa Econômica Federal continuam parados porque exigem PLR diferenciado

Agência Brasil,

23 Outubro 2008 | 00h53

Depois de 15 dias, a greve dos bancários chegou ao fim em grande parte do País. Grevistas de cidades como Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém e São Paulo se reuniram na terça-feira, 22, em assembléias e decidiram aceitar a proposta apresentada na segunda, 21, pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A categoria vai receber aumentos diferenciados por faixas etárias. Apenas os empregados da Caixa Econômica Federal continuam parados. Pelo acordo, os bancários que recebiam remuneração fixa mensal até R$ 2.500, em 31 de agosto deste ano, vão ter reajuste de 10%. Aqueles que ganhavam, na mesma data, salários superiores a R$ 2.500 serão aumentados em 8,15%. Esses percentuais vão incidir sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que é de 90% sobre o valor do salário. O comando dos bancários avaliou que as últimas propostas apresentadas pelo representantes dos bancos tiveram avanço. Embora não atendessem a todas as reivindicações dos trabalhadores, a  Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) defendeu a aprovação do acordo. Em nota, a Contraf afirmou que a ‘greve foi muito forte e unitária em todo o país, forçando os bancos a melhorar a proposta na mesa de negociação’. Em algumas cidades, os empregados da Caixa continuam em greve. Eles têm reivindicações diferentes daquelas apresentadas pelos demais bancários. Amanhã (23), os funcionários da Caixa realizam assembléias para discutir os rumos do movimento na instituição. Segundo o Sindicato de São Paulo, funcionários da Caixa Federal reivindicam uma participação de lucros (PLR) diferenciada e não houve acordo quanto ao desconto dos dias parados, por isso, eles manterão a paralisação. 

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