Greve dos bancários já fecha 1/3 das agências

A adesão dos bancários à greve iniciada na terça-feira cresceu. Balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) no início da noite de ontem mostrou que 7.324 agências permaneceram fechadas em todo o País, de um total de 21.700. Em São Paulo, Osasco e região, o número de bancários de braços cruzados subiu para 24.500, o equivalente a 18% do total. No dia anterior, foram cerca de 10%.

LEANDRO MODÉ, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h06

"O movimento está se ampliando rapidamente em todo o País", disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro. Ele afirmou que a paralisação continuará pelo menos até o início da próxima semana.

Cordeiro explicou que, mesmo na hipótese de a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentar uma contraproposta hoje, não haveria tempo hábil para acabar com a paralisação até segunda-feira. A Fenaban é quem senta à mesa de negociações representando os bancos.

Além da divergência de origem em relação à pauta de reivindicações, há outro impasse neste momento: não há perspectiva de que as duas partes voltem a negociar. "Os bancos é que têm de nos chamar. A bola está com eles", afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. Cordeiro, da Contraf, concorda.

Consultada, a Fenaban informou, por meio da assessoria de imprensa, que não tem planos para convocar uma reunião para negociar. A entidade não fez nenhum pronunciamento ontem. Manteve a mesma nota que foi divulgada terça-feira.

No texto, o diretor de Relações do Trabalho da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, afirma que "greve é ruim para todo mundo: é ruim para o bancário, é ruim para o banco, é ruim para a população, que já foi muito incomodada pela onda de greves dos funcionários públicos e não merece ser mais incomodada com uma paralisação dos bancários".

A principal diferença entre bancários e bancos está no porcentual de reajuste. Os trabalhadores querem aumento real de salário de 5%. Em termos nominais, são 10,25%.

Os bancos oferecem um reajuste total de 6%, que equivale a uma alta real de 0,58%. A data-base dos bancários é setembro. Portanto, os números referem-se ao período de setembro de 2011 a agosto de 2012.

Também há divergências sobre piso salarial e no valor da participação nos lucros e resultados (PLR).

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